HISTÓRIA DOS CRISTÃOS ORTODOXOS
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Características da Verdadeira Igreja Cristã Ortodoxa
 

O crescente número de igrejas e todos os tipos de cultos torna difícil para alguns, a questão de qual delas é a verdadeira igreja. Dir-se-ia, alguns acreditam que a Igreja Apostólica Original foi dividida ao longo do tempo e que as igrejas têm hoje apenas vestígios da sua riqueza espiritual original, fragmentos de graça e de verdade. Esta maneira de pensar sobre a igreja, alguns dizem que há uma chance de reconstruir a partir de sociedades cristãs, acordos existentes e através de concessões recíprocas. Este ponto de vista está enraizado no movimento ecumênico, que não reconhece como válido a qualquer das atuais igrejas. Poderia ser o que outros pensam que a Verdadeira Igreja não tem nada em comum com as igrejas oficiais, mas foram isolados indivíduos que acreditam que oficialmente pertencem a vários grupos religiosos. Este último ponto de vista foi expresso no ensino da chamada "Igreja invisível", que está sendo expressa pelos teólogos protestantes hoje. Finalmente, para muitos cristãos é a questão: Será realmente necessária, a Igreja, se o homem é salvo por sua própria fé?

 

Todos estes pontos de vista e fundamentalmente errado, equívocos decorrentes da verdade central do ensinamento de Cristo - a salvação do homem. Leitura do Evangelho e as cartas dos apóstolos se entendem claramente que na mente de Cristo é para chamar os homens a sua salvação e não individualmente dispersos, mas em conjunto para criar um Reino em comum, único, cheio de graça divina. Sabemos que o reino do mal, liderada pelo príncipe das trevas, atuando em conjunto na sua luta contra a Igreja como recordou o Salvador, dizendo: "Se Satanás expulsa o próprio Satanás, está dividido contra si mesmo: como, Por conseguinte, o seu reino vai sobreviver? "(Mateus 12:26).

No entanto, apesar de todas as nuances do atual ponto de vista sobre a Igreja, mais bem-intencionada, cristãos admitem que na época dos apóstolos, não foi à Verdadeira Igreja de Cristo como a única comunidade de homens que estavam a ser salvas. O livro dos Atos dos Apóstolos nos diz sobre o surgimento da Igreja em Jerusalém, onde 50 dias depois da Ressurreição de Cristo, o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos sob a forma de línguas de fogo. A partir desse dia a fé cristã começou a espalhar-se rapidamente em todas as partes do vasto Império Romano. Como fora espalhar nas cidades e vilas, há comunidades que foram as primeiras igrejas. Na vida cotidiana, e em virtude das enormes distâncias, estas empresas foram listadas separadamente, mas eram membros do corpo de uma Igreja Santa, Católica e Apostólica, sendo unidos por uma fé e uma fonte de santificação sendo recebida a partir dos divinos sacramentos (batismo, comunhão, ordenação ou a imposição de mãos). No princípio, esses atos eram realizados pelos santos apóstolos.

 

Mas logo veio a necessidade de auxiliares, e os apóstolos escolheram entre os membros das comunidades cristãs dos candidatos dignos para serem ordenados como bispos, sacerdotes e diáconos. (Esta foi à forma como o apóstolo Paulo ordenou como bispos a Timóteo e Tito). Os apóstolos encarregavam-se de acompanhar os bispos sobre a pureza da doutrina da fé cristã, vida de devoção e do poder de ordenar novos sacerdotes e diáconos. Assim, a Igreja durante os primeiros séculos foi crescendo progressivamente e se expandido em todos os países, enriquecendo a sua experiência espiritual através da literatura religiosa, canções e orações para ofícios divinos e, em seguida, a arquitetura dos templos e arte sagrada, sempre mantendo a essência da Verdadeira Igreja de Cristo.

Os Evangelhos e as Epístolas dos Apóstolos não aparecem imediatamente e em uma mesma época. Por muitas décadas após o estabelecimento da Igreja, as Escrituras não se constituíram a fonte de ensinamentos. A fonte da tradição oral, assim nomeada pelos próprios Apóstolos, foi a única base de ensino religioso (1 Coríntios 11: 16, 15:2, 2 Tess. 3:6 e 2:15; Timóteo 1. 6:20). A Igreja tem o peso do critério, em caso de dúvida, para decidir quem tinha razão e quem não foi. Nos casos em que tem surgido algo, que não correspondia à tradição apostólica, seja em questões de fé, a prática dos sacramentos e da administração, fora rejeitada como incorreta.

 Na seqüência da tradição apostólica, os bispos dos primeiros séculos cristãos têm controlado todos os manuscritos com todos os cuidados possíveis e, progressivamente, compilaram os Atos dos Apóstolos, o Evangelho e as epístolas, reunindo todos em um conjunto que obteve o nome de Escritura do Novo Testamento, que conjuntamente que com a Escritura do Antigo Testamento se constituiu na Bíblia em sua forma atual. Este processo de compilação foi concluído no terceiro século depois de Cristo. Livros que não coincidiram por completo com a tradição apostólica foram rejeitados como incorretos e foram chamados de apócrifos. Desta forma, a tradição apostólica tinha a voz decisiva na formação das escrituras do Novo Testamento, escritas neste tesouro da Igreja. Cristãos de todas as denominações utilizam as Escrituras do Novo Testamento, muitas vezes, sem o devido respeito, sem perceber que as Escrituras são propriedade da Verdadeira Igreja Cristã, um tesouro recompilado por ela, atentamente, com muita perfeição.

 

Graças aos outros pilares da escrita que nos chegaram, soubemos de outras informações valiosas escritas pelos discípulos dos apóstolos, sobre a vida e a fé das comunidades cristãs nos primeiros séculos da era cristã. Naquela época, a crença na existência de uma Igreja Apostólica era generalizada. Claro, então, a Igreja teve a sua "mão visível" na sagrada liturgia e outros tráfegos em seus bispos e padres, orações e hinos, nas leis (Regras Apostólicas) que regulamenta as relações entre as várias igrejas em todas as manifestações de vida das comunidades cristãs. Portanto, temos de admitir que o ensino da Igreja Invisível seja um ensinamento novo e incorreto. Ao admitir a existência da Verdadeira Igreja, Una e Santa, nos primeiros séculos do cristianismo, poderíamos encontrar o tempo em que foi dividida e que tenha deixado de existir? A resposta honesta a essa pergunta é não. A verdade é que os desvios dos ensinamentos dos apóstolos, heresias, começaram a surgir ainda na época dos Apóstolos.

 

Particularmente ativa, revelou os ensinamentos dos Gnósticos, que acrescentou que os ensinamentos da filosofia cristã pagã elementos. Em suas epístolas, os apóstolos para impedir os cristãos e diretamente afirmou que os seguidores dessas seitas tinham sido separados da Igreja. Os apóstolos considerados ramos secos que haviam separado da árvore da Igreja. Do mesmo modo, os sucessores dos apóstolos, os bispos dos primeiros séculos, não reconheceram os desvios da fé verdadeira mostrada no seu tempo, e separada da Igreja para os seguidores dos mesmos semeadores de contendas, após as palavras do Apóstolo: "Além disso, se nós ou um anjo do céu anunciar - lhe um evangelho diferente do que vos tem sido anunciado, seja anátema" (isto é, que seja rejeitado, Gálatas 1:8-9).

 

Desta forma, nos primeiros séculos do cristianismo estava claro que a Igreja é uma família espiritual, que desde os tempos dos Apóstolos recebe ensinamentos verdadeiros dos únicos sacramentos e da transmissão ininterrupta dos sacramentos que passa de Bispo a Bispo. Para os seguidores dos Apóstolos, não houve dúvida de que a Igreja é absolutamente essencial e indispensável para a salvação. Ela preserva e proclama o verdadeiro ensinamento de Cristo, santifica aos que crêem e conduz à salvação. Usando as palavras da Escritura, nos primeiros séculos do cristianismo, a Igreja foi concebida como "Redil das ovelhas "em que Cristo, o Bom Pastor protege seu rebanho "seja do lobo", ou seja, do diabo. A Igreja também é comparada com uma videira cujos ramos fornecem as forças necessárias para o fiel a vida cristã e as boas obras. A igreja foi entendida como o Corpo de Cristo, em que cada crente deve exercer o seu serviço de um todo. A Igreja é representada como a Arca de Noé, nos que foi fiel à travessia do mar da vida e entrou para o "porto seguro" do Reino Celestial.

 

Da mesma forma, comparando a igreja com uma montanha que sobe acima do erro humano e leva viajantes para o céu, a comunidade com Deus, anjos e santos.

 

Nos primeiros séculos do cristianismo, crer em Cristo significava acreditar que a obra que Ele havia concluído na terra, nos meios que Ele deu aos crentes para a salvação não pode ser perdida ou arrancada pelos esforços do diabo. Tanto os profetas do Antigo Testamento, como o Senhor Jesus Cristo e seus apóstolos, mostraram claramente a continuação da existência da Igreja até o último ano de existência do mundo. "Nos tempos destes reis, o Deus do céu fará surgir um reino que jamais será destruído, e este reino não irá para outro povo. Pulverizará e aniquilará todos estes reinos, e ele permanecerá para sempre", e, assim tem profetizado o Anjo ao profeta Daniel (Daniel 2:44). O Senhor prometeu o apóstolo Pedro: "E eu, por minha vez te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra (de fé e profecia) Eu vou construir a minha Igreja e as portas do inferno não devem prevalecer contra ela" (Mateus 16:18).

 

E nós, da mesma forma, se acreditamos na promessa de nosso Salvador, Jesus Cristo; temos que reconhecer a existência da Sua Igreja no nosso tempo, e até o fim do mundo. Até agora, não disse onde está esta igreja verdadeira, mas simplesmente expomos a idéia fundamental: a Verdadeira Igreja tem de existir na sua santa, íntegra e verdadeira natureza. Sendo dividida, ferida, oculta não pode existir como uma Igreja verdadeira.


Então onde está a Igreja Verdadeira? Como encontrá-la entre as, atualmente, existentes comunidades cristãs?

 

Prontamente, a Verdadeira Igreja deve conter puro e completo ensinamento cristão, como foi anunciado pelos apóstolos de Jesus Cristo. O objetivo da chegada à terra do Filho de Deus consistia em trazer a Verdade para a Terra, tal como ele anunciara antes de padecer na cruz: " Eu para isto tenho nascido e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que é da Verdade escuta a minha voz" (João 18:37). “O apóstolo Paulo, quando instruía seu discípulo Timóteo a fim de que desempenhasse as suas funções de Bispo, ele escreveu, finalizando: “Contudo, caso eu demore, saberás assim como proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus Vivo, coluna e sustentáculo da Verdade"(1 Tim. 3:15).

 

Temos de reconhecer com pesar que no problema do ensinamento cristão, vemos grandes diferenças existentes entre as atuais comunidades cristãs. Basicamente, temos de reconhecer que nem todos podem ensinar corretamente. Se uma igreja, por exemplo, afirma que a comunhão é corpo e sangue de Cristo e a outra nega, é impossível que ambas sejam verdadeiras. Assim, se uma igreja acredita na realidade espiritual do poder do sinal da cruz e outra o nega, está claro que uma das duas está sobre equívocos e enganos. A Verdadeira Igreja Cristã deve ser aquela que não tem divergências doutrinárias com a Igreja dos primeiros séculos da era cristã. Se alguém compara, imparcialmente, os ensinamentos das atuais igrejas cristãs terão que chegar à conclusão que só a Verdadeira Igreja Ortodoxa Cristã está professando a fé perfeita e completa da Antiga Igreja dos Apóstolos.

 

Outro sinal, segundo o qual se pode encontrar Verdadeira Igreja Cristã é a Graça ou Força Divina através da qual a Igreja é chamada a santificar e fortalecer aos fiéis cristãos. Ainda que a Graça seja uma força invisível, existe uma real condição externa, que pode ser avaliada quanto à presença ou ausência de graça "é a continuidade da tradição apostólica. Desde o tempo dos Apóstolos foi dada a Graça para os fiéis cristãos, através dos sacramentos do batismo, a comunhão, a imposição das mãos (Unção dos óleos e consagração) e outros. No princípio, os realizadores destes sacramentos foram os Apóstolos (Atos 8:14-17) e, mais tarde, os bispos e os sacerdotes (sacerdotes se distinguiam dos Bispos por não ter o poder de consagração a sacerdotes). O direito de realizar esses sacramentos fora transmitido, exclusivamente, através da sucessão da tradição apostólica - os apóstolos consagravam aos bispos e, apenas estes bispos podiam consagrar a outros bispos, sacerdotes e diáconos.

 

A SUCESSÃO APOSTÓLICA  se assemelha a uma chama sagrada com uma vela que acende os outros. Se a chama se extinguir, se apagar e a cadeia de Sucessão Apostólica se quebrar, se interromper não haverá mais sacerdotes, nem sacramentos, nem os meios para santificar aos fiéis cristãos. É por isso que desde o tempo dos apóstolos, seguiu-se observando e  acompanhando a preservação da Sucessão Apostólica: um bispo deve ser consagrado, obrigatoriamente, por outro Bispo verdadeiro com um auxiliar, também Bispo, cuja consagração ascende, sem interrupção, subindo até a época dos Apóstolos de Jesus Cristo. Os bispos que haviam caído em heresia ou levavam uma vida indigna foram destituídos e perderam o direito de administrar os sacramentos ou consagrar para auxiliar, a outros sucessores.

 

A fé ortodoxa ensina que a vida deve ser construída sobre o princípio do Amor Cristão. "Logo conhecerão – disse Jesus Cristo - que sois meus discípulos, quando tendes amor entre vós." Na vida privada, Ortodoxia convida o homem a evitar o pecado, para viver de acordo com mandamentos de Deus e a perfeição moral.

 

Nossa fé em Deus não deve ser abstrata e teórica, porque fé sem obras é fé morta. Reconhecemos o enorme poder da oração, que deve ocupar uma posição importante em nossas vidas. Nós rezamos fervorosamente ao Senhor Jesus Cristo como nosso Salvador, e da Santíssima Virgem Maria e os santos e os primeiros adeptos e intercessores junto a Deus. A Igreja convida-nos a cuidar da família e do bem-estar da nação, tentando melhorar o poder recebido de Deus, em inculcar-lhes a mesma humildade, a aversão à ganância, e a compaixão. Todos nós devemos perdoar e não julgar ninguém. Temos de desenvolver uma tendência para buscar a vida eterna.

 

Ao longo de sua jornada terrena, a Igreja de Cristo, ora crescia numericamente, ora caía em declínio. Houve períodos, quando seus inimigos cantavam vitória, esperando que fossem seus últimos dias. Mas pelo poder de Cristo a Igreja se recuperava, como se fosse levantada a partir da poeira, enquanto os seus inimigos morriam. Cristo prometeu Sua Verdadeira Igreja para ser invencível até ao fim do mundo. É preciso lembrar que, como filhos da Verdadeira Igreja Ortodoxa participamos da grande organização mundial. Na realidade, não há nenhum país ou sociedade maior do que a Verdadeira Igreja Cristã Ortodoxa, porque a ela não só pertencem os fiéis ortodoxos que vivem na terra, mas todas as pessoas que tenham saído diretamente para o outro mundo, nascendo para o Reino dos Céus. Com efeito, a Igreja em sua existência celestial - Terrestre cresce, continuamente, e se faz cada vez mais forte. Permanecendo no seio da Verdadeira igreja,  como uma grande nave mãe, nós não corremos perigo de viagem náufraga.

 

Nós somos fortes na nossa fé em Deus, o Criador, onipresente, onipotente, onisciente, sapientíssimo e Pai misericordioso. Sua vontade é a nossa Lei, que nos ensina como devemos viver e desenvolver as nossas capacidades. Nosso objetivo é alcançar e ser abençoado com vida eterna no reino de luz e da Glória. Amém.
 

Fonte do original Espanhol de Father Alexander
 

Sucessão Apostólica Verdadeira só existe com Verdadeira Confissão de Fé

Segundo os ensinos dos Santos Pais da Igreja Cristã, os bispos que caem em heresia ou cisma não podem exercer a autoridade de um bispo verdadeiro, e não podem executar consagrações válidas de bispos.

Segundo o 68º Cânone Apostólico: "se algum Bispo, ou Presbítero, ou o Diácono aceitarem uma segunda ordenação de alguém, que seja ele e aquele que o ordenou deposto. A menos que por ele fosse estabelecido que a sua ordenação houvesse sido executada por heréticos. Para aqueles que foram batizados ou ordenados por tais pessoas não pode ser, provavelmente, Cristãos fiéis ou clérigos."

No seu 1º Cânone, Santo Manjericão declarado, o Grande: "quanto aos excomungados, eles também devem ser classificados como cismáticos. Sem embargo, pareceram melhor àquelas autoridades antigas, penso, que formavam o partido dos cipriotas e a nossa própria classe associada, todos eles embaixo de uma cabeça, inclusive excomungados e embusteiros; híbridos e apóstatas; porque o começo, bastante verdadeiro, da separação resultou por uma cisma, mas aqueles que se separaram da Igreja não teve a graça do Espírito Sagrado sobre eles; para o interditado, disso cessado com a interrupção do serviço. Já que embora aqueles quem fossem primeiros em partir tivessem sido ordenados pelos Pais da Igreja e com a imposição das suas mãos eles tinham obtido o presente gracioso do Espírito, ainda depois de separar eles ficaram leigos, e não tiveram nenhuma autoridade para batizar ou ordenar alguém, nem eles podem comunicar a graça do Espírito a outros, depois que eles mesmos o tinham perdido..."

Com relação a um herético chamado Maximus o Cínico, que foi consagrado o bispo de Constantinopla pelo herético Ariano do Egito, ao contrário do conhecimento que se tem do Santo Gregório, o Teólogo, um bispo Ortodoxo Genuíno que reside em Constantinopla, o 4º Cânone do Segundo Concílio Ecumênico regulou: "como acerca de Maximus o Cínico, e a perturbação causada por ele em Constantinopla, é com isto decretado que Maximus não permaneceu sendo bispo, e que a nenhum dos ordenados por ele foram autorizados a manter qualquer linha de sucessão clerical em absoluto. Fora tudo e todos que se ligara a sucessão dele por ordenação, anulado." (Cânone IV do Segundo Concílio Ecumênico.)

Por isso, um bispo Ortodoxo que pratica heresia ou cisma não pode executar sacramentos válidos, e, por isso, ele não pode consagrar validamente bispos. E a pan-heresia do Ecumenismo não é nenhuma exceção a esta regra. Esta heresia, primeiro introduziu os domínios da Igreja Ortodoxa pela primeira vez pela Encíclica Patriarcal blasfema de 1920, que para razões da aproximação com os Anglicanos heréticos e Protestantes, formou um plano de onze pontos da destruição da Igreja Ortodoxa, o primeiro ponto que é a introdução do novo calendário. O Ecumenismo foi, além disso, propagado em círculos Ortodoxos pela união em concelebrações, mantido pelo Patriarca Ecumênico Meletius Metaxakis com Anglicanos, e com o seu reconhecimento de ordens Anglicanas e mistérios, e estabelecimento da comunhão eclesiástica com os Anglicanos heréticos.

Esta heresia foi, além disso, nutrida pela cisma Renovacionista de 1922 na Rússia; "o Congresso Pan-ortodoxo" de 1923 em Constantinopla, no qual a maioria de membros foram maçons e leigos, enquanto o bispo Anglicano de Oxford foi aceito como um membro válido "do Congresso", como se os Anglicanos tivessem algum conhecimento das doutrinas da Igreja Ortodoxa. Mas a heresia foi posta em prática em um maior nível, abrangendo todas as categorias dos membros da Igreja, pelas cismas dos Novos Calendaristas de 1924 na Grécia, Constantinopla e a Romênia; a cisma Sergianista de 1927 na Rússia; as cismas dos Novos Calendaristas de 1928 na Alexandria e o Chipre, e a cisma Florinite de 1937 na Grécia. Finalmente, a pan-heresia de Ecumenismo foi trazida ao seu gol último quando "as Igrejas" da Ortodoxia Mundial ficaram membros de fundação do Conselho Mundial de Igrejas em 1948, no seu primeiro congresso na Amsterdã.

É verdadeiro que "as Igrejas" da Ortodoxia Mundial só começaram a atividade ecumênica e concelebrações com Papistas em ou depois do ano 1964, na elevação de anátemas. Contudo, foi os Papistas que introduziram o Movimento Ecumênico aquele ano, depois das decisões do Vaticano II, e não o Ortodoxo. "Para as Igrejas" da Ortodoxia Mundial, ao contrário, já estiveram implicados no Movimento Ecumênico em um nível oficial desde 1920, especialmente com Anglicanos. Muitos "primazes" da Ortodoxia Mundial, como "Patriarca Athenágoras" de Constantinopla, foram de fato hostis em direção aos Papistas, mas não devido à sua heresia, um tanto porque em todas as partes dos anos 1920-1964, enquanto o Ortodoxo Ecumênico fora infiltrado por Maçons e Ecumênicos, os Papistas, de outro lado, oficialmente condenaram a Camaradagem e não foram membros do Movimento Ecumênico ou o Conselho Mundial de Igrejas-CMI.

Portanto não se pode dizer que a Ortodoxia Mundial caiu em Ecumenismo em 1964, pela união com os Papistas. No entanto, foram os Papistas que caíram em Ecumenismo em 1964, pelo seu desejo da união com os Anglicanos, Protestantes e Ortodoxos Ecumênico. Em todo o caso, a atividade ecumênica e concelebrações entre os hierarcas da Ortodoxia Mundial e os Anglicanos e Protestantes, que ocorreram desde 1920 para frente, não podem ser considerados nenhum menos herético ou blasfemo do que a atividade Ecumênica e concelebrações com Papistas começados em 1964. Já que os Anglicanos foram muito mais apóstatas da Fé do que os próprios Papistas, conservando-se não só o filioque, mas também negando que os mistérios de batismo e a comunhão da Igreja salvem, negando o título Theotokos da Sempre Virgem Maria, permitindo um episcopado casado, e, várias outras crenças e práticas estranhas à Igreja Ortodoxa.

Por isso, não pode ser negado que a Pan-heresia do Ecumenismo introduziu os domínios do Leste Ortodoxo em 1920, e as cismas seguintes por causa dele, a saber, Renovacionismo, Novo Calendarismo, Sergianismo e Florinismo, são verdadeiras cismas e heresia, potencialmente e de fato, e por isso privam qualquer hierarca dos que caíram nessas cismas ou heresia do direito de consagrar validamente sacerdotes ou bispos. Assim, tais consagrações executadas por cismáticos ou bispos, que seja herético quais: Renovacionistas, Novos Calendaristas, Sergianistas ou os aderentes do Florinismo não podem em quaisquer dessas circunstâncias conservarem a Sucessão Apostólica, e só podem ser retificados para regresso tais bispos à Igreja Cristã Ortodoxa  por libelo e confissão, depois do qual se permite que o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa na Diáspora, em qualquer localidade dada, receba tais bispos na comunhão por qualquer caminho está ajustando-se, segundo os métodos prescritos pelos Cânones Sagrados e Santos Pais dos quais os métodos, admitidamente, são diversos e múltiplos.

Tradução para Português por Vladyka Kyrillos

FONTE:  http://www.genuineorthodoxchurch.net/validepiscopate.html  

Patriarca TIKHON 

Em 1927, quando o Metropolita Sergio promulgou sua “Declaração”, e após a consumação do Cisma, o Prof. Zhizhilenko cumpriu a vontade do extinto Patriarca Tikhon, e se converteu no primeiro bispo secreto nas catacumbas, tomando o nome de MAXIMO de Serpukhov. 

 

Após o cisma do 27, os seguidores do Metropolita Sergio, ou seja, os que aceitaram sua “Declaração”, começaram a ser chamados “sergianistas”, enquanto aqueles que permanecendo fiéis à Igreja Ortodoxa a recusaram, foram chamados “josefistas”, devido ao fato que foi o Metropolita José de Petrogrado o único Hierarca de alta classe e dignidade que junto a seus fiéis rompeu a comunhão com o Metropolita Sergio.

 

Todos os que protestaram contra a “Declaração”, foram presos pelos bolcheviques e acusados de ser “contra-revolucionários” e depois todos foram enviados a campos de concentração e/ou ao exílio.

 

Nos primeiros anos de existência, a Igreja Ortodoxa Russa nas Catacumbas, não tinha organização alguma nem administração possível, já que foram dispersados física e geograficamente, e só estiveram unidos pelo nome do Metropolita Pedro. O primeiro bispo nas catacumbas, Máximo, foi preso em 1928 e enviado ao campo de concentração de Solovki. Em 1930 foi enviado ao campo de prisioneiros de Moscou e ali foi fuzilado.

 

Durante o ano de 1928, nos campos de concentração de Solovki, Svir, Belbaltlag, e em outros tantos campos de Sibéria, eles começaram a realizar muitas ordenações secretas.


Após a morte dos Metropolitas Pedro e Cirilo (ambos morreram no exílio em 1936), a cabeça espiritual e administrativa da Igreja nas Catacumbas, que por aquele tempo já tinha conseguido certo grau de organização, recaíu sobre o Metropolita José (ainda quando estava exilado).
 

Metropolita José de Petrogrado 

Martirizado em 1938 

Já nos  finais do ano 38, por causa de sua liderança e condução desta sofrida Igreja, o Metropolita José, foi executado. Após sua morte, a Igreja começou a manter-se ainda mais, no mais estrito dos segredos, ocultando, principalmente, os nomes e paradeiros de seus líderes espirituais.

 

Nas vésperas da II Guerra Mundial, a perseguição religiosa na União Soviética atingiu seu bico de máxima ferocidade, até inclusive os “sergianistas”, com suas igrejas bem organizadas, estiveram a ponto de ser liquidados, enquanto dos ortodoxos nas catacumbas já quase não ficavam rastros. Só os mais notáveis colaboracionistas, como o próprio Metropolita Sergio, escaparam de ser encarcerados ou exilados. “O Metropolita Sergio por meio de suas atitudes acomodaticias e suas mentiras, não salvou a ninguém, a coisa alguma, exceto a sua própria pessoa”

 

Quando Stalin, em ordem a tomar vantagem do patriotismo e religiosidade do povo russo durante a guerra contra Alemanha, abriu numerosas igrejas que ele mesmo dantes tinha clausurado e até chegou a permitir a eleição de um Patriarca em 1943, deste modo começou um novo período nas relações entre a Igreja e o Estado, transformando, de fato, ao Patriarcado de Moscou numa “Igreja Estatal” espalhando deste modo a propaganda comunista em nome da religião, e negando, categóricamente, todo tipo de perseguição religiosa dentro da URSS. Todos os grupos de ortodoxos cristãos das catacumbas foram, impiedosamente, erradicados quando foram descobertos pelas autoridades, e seus membros foram levados à prisão por longo tempo.

 

A maior parte da pouca informação que temos deste período da Igreja Ortodoxa das Catacumbas nos chegou pela imprensa soviética, mas quase nada sabemos da atual organização, nem de seus líderes neste tempo.

 

Durante o período de Khrushchev em 1959 renovou-se a intensa perseguição religiosa, foi durante este período que até a Igreja Fantoche do patriarcado de Moscou esteve, novamente, por ser liquidada. À maioria dos “sergianistas”, foram-lhes fechados suas igrejas, monastérios e seminários. 

A VERDADEIRA IGREJA ORTODOXA foi a mais, ferozmente, perseguida, comparada a outras igrejas “não registradas” pelas autoridades soviéticas. Estes autênticos cristãos foram conhecidos por seus perseguidores baixo diferentes nomes como seja: “josefistas, “Tikhonistas” e  a  Verdadeira Igreja Ortodoxa.  O período mais virulento dessa perseguição deu-se entre os anos 59 ao 64. 

Fonte: Pro-Ortodoxia.
 
LINHA DE SUCESSÃO APOSTÓLICA DE VLADYKA KYRILLOS ALVES
 

SOBRE A CANONICIDADE  DO  SANTO  SÍNODO DA  DIÁSPORA – HELLAS  DOS  GENUÍNOS ORTODOXOS CRISTÃOS  –  G.O.X.   A nós foi dada a oportunidade de indicar nossa história e posição canônica dentro da Igreja Santa de Deus. Nós desejamos chamar-vos atenção para nos ocuparmos de alguns registros estabelecidos e bem documentados. Não há nenhuma linha "perfeita" da sucessão, porque não há nenhuma pessoa perfeita na Igreja. Às vezes, na história, as seções inteiras da hierarquia houveram estado na cisma ou em heresia, tal como Arianismo ou um exemplo mais recente, Sergianismo na Rússia. Enquanto eles, os seus sucessores (ou hierarcas individuais) retornaram à prática da fé tradicional ortodoxa, suas ordens não foram questionadas; foram aceitos, sem olhar para trás, como o filho pródigo no Evangelho, desde que, preferivelmente, houvessem mantido sua linha apostólica da sucessão intacta. Sendo, assim, a muitas jurisdições dentro de um uniforme movimento tradicional na Grécia, ou objetivamente, do "velho" calendário ortodoxo fora, freqüentemente, difícil de alcançar, se um hierarca ou um sínodo separaram-se por razões canônicas ou por outros motivos. Tenha-se que a "canonicidade" não é uma matéria "legalista" ou algo a se exercer com "supremacia". É mais propriamente, uma matéria de Graça Divina baseada na ligação viva com a "tradição sagrada" de nossa Igreja Santa, fundada por Jesus Cristo e seus Apóstolos. Abrange uma vista apocalíptica solene, sincera e honesta. Aqui nós desejamos agora publicar excertos de nossa mostra dos arquivos a respeito desta linha particular da sucessão apostólica ortodoxa de nosso Santo Sínodo:

 

SUCESSÃO APOSTÓLICA,

Linha Sucessória Apostólica de Epíscopo Kyrillos Alves

 

1. St. Andrew the Apostle Founder

2. Stachys the Apostle 38-54

3. Onesimus 54-68

4. Polycarpus I 69-89

5. Plutarch 89-105

6. Sedecion 105-114

7. Diogenes 114-129

8. Eleutherius 129-136

9. Felix 136-141

10. Polycarpus II 141-144

11. Athendodorus 144-148

12. Euzois 148-154

13. Laurence 154-166

14. Alypius 166-169

15. Pertinax 169-187

16. Olympians 187-198

17. Mark I 198-211

18. Philadelphus 211-217

19. Ciriacus I 217-230

20. Castinus 230-237

21. Eugenius I 237-242

22. Titus 242-272

23. Dometius 272-284

24. Rufinus I 284-293

25. Probus 293-306

26. Metrophanes 306-314

27. Alexander 314-337

28. Paul I 337-339, 341-342, 346-351

29. Eusebius of Nicomedia 339-341

30. Macedonius I 342-346, 351-360

31. Eudoxius of Antioch 360-370

32. Demophilus 370-379

33. Euagrius 379

34. Maximus 380

35. Gregory I the Theologian 379-381

36. Nectarius 381-397

37. John I Chrysostom 398-404

38. Arsacius of Tarsus 404-405

39. Atticus 406-425

40. Sisinius I 426-427

41. Nestorius 428-431

42. Maximianus 431-434

43. Proclus 434-446

44. Phlabianus 446-449

45. Anatolius 449-458

46. Gennadius I 458-471

47. Acacius 471-488

48. Phrabitas 488-449

49. Euphemius 489-495

50. Macedonus II 495-511

51. Timotheus I 511-518

52. John II of Cappadocia 518-520

53. Epiphanius 520-535

54. Anthimus I 535-536

55. Menas 536-552

56. Eutychius 552-565, 577-582

57. John III Scholasticus 565-577

58. John IV Nesteutes 582-595

59. Cyriacus 596-606

60. Thomas I 607-610

61. Sergius I 610-638

62. Pyrrhus I 638-641, 654

63. Paul II 641-653

64. Peter 654-666

65. Thomas II 667-669

66. John V 669-675

67. Constantine I 675-677

68. Theodore I 677-679

69. George I 679-686

70. Paul III 687-693

71. Callinicus I 693-705

72. Cyrus 705-711

73. John VI 712-715

74. Germanus I 715-730

75. Anastasius 730-754

76. Constantine II 754-766

77. Nicetas 766-780

78. Paul IV 780-784

79. Tarasius 784-806

80. Nicephorus I 806-815

81. Theodotus I Cassiteras 815-821

82. Antony I 821-836

83. John VII Grammaticus 836-843

84. Methodius I 843-847

85. Ignatius I 847-858, 867-877

86. Photius I the Great 858-867, 877-886

87. Stephanus I 886-893

88. Antony II Kauleas 893-901

89. Nicholas I Mysticus 901-907, 912-925

90. Euthymius I 907-912

91. Stephanus II 925-928

92. Tryphon 928-931

93. Theophylactus 933-956

94. Polyeuctus 956-970

95. Basil I Skamandrenus 970-974

96. Antony III Studites 974-980

97. Nicholas II Chrysoberges 984-996

98. Sisinius II 996-998

99. Sergius II 999-1019

100. Eustathius 1019-1025

101. Alexius I Studites 1025-1043

102. Michael I Cerularius 1043-1058

103. Constantine III Lichoudes 1059-1063

104. John VIII Xiphilinus 1064-1075

105. Cosmas I 1075-1081

106. Eustathius Garidas 1081-1084

107. Nicholas III Grammaticus 1084-1111

108. John IX Agapetus 1111-1134

109. Leon Styppes 1134-1143

110. Michael II Kurkuas 1143-1146

111. Cosmas II Atticus 1146-1147

112. Nicholas IV Muzalon 1147-1151

113. Theodotus II 1151-1153

114. Neophytus I 1153

115. Constantine IV Chliarenus 1154-1156

116. Luke Chrysoberges 1156-1169

117. Michael III of Anchialus 1170-1177

118. Chariton 1177-1178

119. Theodosius I Borradiotes 1179-1183

120. Basil II Camaterus 1183-1186

121. Nicetas II Muntanes 1186-1189

122. Leontius Theotokites 1189-1190

123. Dositheus 1190-1191

124. George II Xiphilinus 1191-1198

125. John X Camaterus 1198-1206

126. Michael IV Autoreianus 1207-1213

127. Theodore II Eirenicus 1213-1215

128. Maximus II 1215

129. Manuel I Charitopoulos 1215-1222

130. Germanus II 1222-1240

131. Methodius II 1240

132. Manuel II 1244-1255

133. Arsenius Autoreianus 1255-1259, 1261-1267

134. Nicephorus II 1260-1261

135. Germanus III 1267

136. Joseph I Galesiotes 1267-1275

137. John XI Bekkos 1275-1282

138. Gregory II Cyprius 1283-1289

139. Athanasius I 1289-1293, 1303-1309

140. John XII 1294-1303

141. Nephon I 1310-1314

142. John XIII Glykys 1315-1320

143. Gerasimus I 1320-1321

144. Jesaias 1323-1334

145. John XIV Kalekas 1334-1347

146. Isidore 1347-1350

147. Callistus I 1350-1354, 1355-1363

148. Philotheus Kokkinos 1354-1355, 1364-1376

149. Macarius 1376-1379, 1390-1391

150. Neilus Kerameus 1379-1388

151. Antony IV 1389-1390, 1391-1397

152. Callistus II Xanthopoulos 1397

153. Matthew I 1397-1410

154. Euthymius II 1410-1416

155. Joseph II 1416-1439

156. Metrophanes II 1440-1443

157. Gregory III Mammas 1443-1450

158. Athanasius II 1450-1453

159. Gennadius II Scholarius 1453-1456, 1458, 1462-1463

160. Isidore II Xanthopoulos 1456-1457

161. Sophronius I Syropoulos 1463-1464

162. Gennadius 1464

163. Ioasaph 1464, 1464-1466

164. Marcus II 1466

165. Symeon I 1466, 1471-1474, 1481-1486

166. Dionysius I 1466-1471, 1489-1491

167. Raphael I 1475-1476

168. Maximus III 1476-1481

169. Nephon II 1486-1488, 1497-1498, 1502

170. Maximus IV 1491-1497

171. Joachim I 1498-1502, 1504

172. Pachomius I 1503-1504, 1504-1513

173. Theoleptus I 1513-1522

174. Jeremias I 1522-1545

175. Joannicus I 1546

176. Dionysius II 1546-1555

177. Joasaph II 1555-1565

178. Metrophanes III 1565-1572, 1579-1580

179. Jeremias II Tranos 1572-1579, 1580-1584, 1587-1595

180. Pachomius II 1584-1585

181. Theoleptus II 1585-1586

182. Matthew II 1596, 1598-1602, 1603

183. Gabriel I 1596

184. Theophanes I Karykes 1597

185. Neophytus II 1602-1603, 1607-1612

186. Raphael II 1603-1607

187. Timotheus 1612-1620

188. Cyril I Lucaris 1612, 1620-1623, 1623-1630, 1630-1633, 1633-1634, 1634-1635, 1637-1638

189. Greg IV 1623

190. Anthimus 1623

191. Cyril II Kontares 1633, 1635-1636, 1638-1639

192. Athanasius III Patelaros 1634

193. Neophytus III 1636-1637

194. Parthenius I 1639-1644

195. Parthenius II 1644-1646, 1648-1651

196. Joannicius II 1646-1648, 1651-1652, 1653-1654, 1655-1656

197. Cyril III 1652, 1654

198. Paisius I 1652-1653, 1654-1655

199. Parthenius III 1656-1657

200. Gabriel II 1657

201. Parthenius IV 1657-1662, 1665-1667, 1671, 1675-1676, 1684 1685

202. Dionysius III 1662-1665

203. Clement 1667

204. Methodius III 1668-1671

205. Dionysus IV Muselimes 1671-1673, 1676-1679, 1682-1684, 1686 1687, 1693-1694

206. Gerasimus II 1673-1674

207. Athanasius IV 1679

208. James 1679-1682, 1685-1686, 1687-1688

209. Callinicus II 1688, 1689-1693, 1694-1702

210. Neophytus IV 1688

211. Gabriel III 1702-1707

212. Neophytus V 1707

213. Cyprianus I 1707-1709, 1713-1714

214. Athanasius V 1709-1711

215. Cyril IV 1711-1713

216. Cosmas III 1714-1716

217. Jeremias III 1716-1726, 1732-1733

218. Paisius II 1726-1732, 1740-1743, 1744-1748

219. Serapheim I 1733-1734

220. Neophytus VI 1734-1740, 1743-1744

221. Cyril V 1748-1751, 1752-1757

222. Callinicus III 1757

223. Serapheim II 1757-1761

224. Joannicius III 1761-1763

225. Samuel I Chatzeres 1763-1768, 1773-1774

226. Meletius II 1768-1769

227. Theodosius II 1769-1773

228. Sophoronius II 1774-1780

229. Gabriel IV 1780-1785

230. Procopius I 1785-1789

231. Neophytus VII 1789-1794, 1798-1801

232. Gerasimus III 794-1797

233. Gregory V 1797-1798, 1806-1808, 1818-1821

234. Callinicus IV 1801-1806, 1808-1809

235. Jeremias IV 1809-1813

236. Cyril VI 1813-1818

237. Eugenius II 1821-1822

238. Anthimos III 1822-1824

239. Chrysanthos I 1824-1826

240. Agathangelos I 1826-1830

241. Constantios I 1830-1834

242. Constantios II 1834-1835

243. Gregory VI 1835-1840, 1867-1871

244. Anthimos IV 1840-1841, 1848-1852

245. Anthimos V 1841-1842

246. Germanos IV 1842-1845, 1852-1853

247. Meletios III 1845

248. Anthimos VI 1845-1848, 1853-1855, 1871-1873

249. Cyril VII 1855-1860

250. Joachim II 1860-1863, 1873-1878

251. Sophronios III 1863-1866

252. Joachim III 1878-1884, 1901-1912

253. Joachim IV 1884-1887

254. Dionysios V 1887-1891

255. Neophytos VIII 1891-1894

256. Anthimos VII 1895-1897

257. Constantine V 1897-1901

258. Germanos V 1913-1918

259. Meletios IV Metaxakis 1921-1923

260. 1923-1933 - Theophan Noli foi consagrado por ordem do Patriacado Ecumênico. Metropolitano Theophan (Fan) Stylian Noli foi consagrado pelo Metropolitan Hierotheos Andon Yaho, então Bispo de Korcha, assistido pelo Metropolitano Kristofor Kissi (Kisi, Kisis) de Syradon (quem foi  mais tarde o Arcebispo Metropolitano de Albania), por autoridade do Patriarca Ecumênico, em 21 de Novembro de 1923 (Old Style) na Cathedral of St. George in Korcha, Albania; Theophan Noli foi consagrado como o Metropolitano de Durrazzo (Durres), Gora, and Shpata and Primate of All Illyria, the Western Sea, and All Albania.

 

261. Archbishop Christopher (Contageorge) foi consagrado em 10 de fevereiro de 1934 pelo Archbishop Aftimios (Ofiesh) da Igreja Patriarcal da Rússia, pelo Archbishop Sophronios (Bashira) da Igreja Ortodoxa Siriana, e pelo Metropolitano Theophan (Fan Noli) de Albânia.

 

262. Archbishop Arsenios (Saltas) foi consagrado em 25 de agosto de 1934 pelo Archbishop Christopher e Bispo Nicholas.

 

263. O Bispo Joseph (Klimovich) foi consagrado em 1935 pelo Archbishop Nicholas, pelo Archbishop Arsenios e pelo Archbishop Fedchenkoff do Patriarcado de Moscou.

 

264. Archbishop Konstantine (Jaroshevich) foi consagrado em 1949 pelo Archbishop Christopher, pelo Archbishop Arsenios e pelo Metropolitano Theophan.

 

265. O Metropolitano Nicholas (Bohatyretz) da Igreja Ucraniana Autocefalos foi consagrado em 14 de outubro de 1950 pelo Archbishop Joseph, pelo Archbishop Konstantine e pelo Metropolitano Joseph (Zielonka) do Patriarcado Siriano de Antioquia.

 

266. O Bispo Peter (Zuravetsky) foi consagrado em 15 de outubro de 1950 pelo Archbishop Joseph, pelo Archbishop Konstantine e pelo Metropolitano Nicholas.

 

267. Archbishop Joachim (Souris) foi consagrado em 02 de junho de 1951 pelo Archbishop Joseph Klimovich, pelo Bispo Peter A. Zurawetsky, pelo Bispo Jonh Cyril Sherwood e pelo Metropolitano Joseph Zielonka.

 

268. Em 10 de abril 1982, Archbishop Joachim junto com outros seis Bispos Gregos de seu Sínodo, Santo Sínodo dos Verdadeiros Cristãos Ortodoxos (Velho Calendário, G.O.X.), consagraram o Bispo Andreas (Novak) e o elevaram a Metropolita para liderar o Santo Sínodo na América do Norte.

 

269. Em 04 de janeiro de 1985, Bispo Timotheos (Athanassiou) foi consagrado pelo Archbishop Joachim, pelo Metropolitano Damaskinos e outros dois Bispos do Santo Sínodo dos Verdadeiros Cristãos Ortodoxos (Velho Calendário, G.O.X.), e designado o Exarch Metropolitano de Montreal, de Canadá e dos Estados Unidos. O Metropolitano Timotheos recebeu também o reconhecimento oficial para sua posição no Ministério da Justiça de Quebec, Canadá (22 JULHO 87); e cumprimentos do Patriarca de Jerusalém (Prot. no. 496, 22 outubro 91).

 

270. Em 1987, o Metropolitano Andreas recebeu em sua Metrópole o Bispo Philip do (Caine) designando-o como Bispo de Pensilvânia.

 

271. Em março de 1988, o Metropolitano Damaskinos, como o Presidente do Sínodo na Grécia, comunicou por escrito ao Metropolitano Andreas da eleição ao Episcopado do Archimandrite Haralampos (Jovem). O Bispo Haralampos foi consagrado em 11 de junho de 1988 pelo Metropolitano Andreas, pelo Bispo Philip, e com as bênçãos e o selo do Metropolitano Damaskinos em nome do Santo Sínodo.

 

272. Em dezembro 1993, o Metropolitano Timotheos anunciou, na escrita e através do telefone, a eleição ao Episcopado do Abade Michael Seraphim (Melchizedek). Em 03 de janeiro de 1994, o Bispo Melchizedek foi consagrado pelo Metropolitano Timotheos (Athanassiou) e Timotheos (Mavias) em Atenas, Grécia, na Igreja de St. Photini, e com as bênçãos e o selo do Bispo Haralampos como representante da Metrópole Americana. O Bispo Melchizedek foi designado, subseqüentemente, Exarca de Canadá, acumulando às responsabilidades da Eparquia Ortodoxa Grega em Lincoln, Nebraska.

 

273. Em setembro, 14 de 2001, o Metropolitano Timotheos por escrito e em mensagem ao Protopresbítero Athanásios, Eparca de São Paulo, Chanceler da Santa Hierarquia da Diáspora & Grécia no Brasil, comunicou a eleição Episcopal do Abade Raimundo Bezerra (Kyrillos). Em 18 de novembro de 2001, Bispo Kyrillos foi consagrado pelo Metropolitano Timotheos (Athanassiou), Juiz Chefe do Supremo Tribunal Sinodal Helênico, pelo Bispo Pavlos Chatzikyriakos, Secretário Geral do Santo Sínodo Ortodoxo da Diáspora - Hellas, na Igreja Metropolitana Ortodoxa Grega de São Paulo e com as bênçãos do Topotiritou Exarca Metropolitano da Diáspora - Hellas, Timotheos (Athanassious). O Bispo Kyrillos foi designado Eparca do Ceará - Nordeste no Brasil.

 

A Igreja Greco-Ortodoxa leva esse nome porque o grego foi a primeira língua da Igreja Cristã antiga. O Novo Testamento foi escrito em grego, e os escritos dos antigos seguidores de Cristo eram em língua grega. A palavra "Ortodoxa" é derivada das palavras gregas: "orthos" que significa correta e "doxa" significando opinião ou crença.

Após divergências teológicas, jurisdicionais, culturais e políticas, a unidade básica de fé e vida eclesiástica entre Oriente e Ocidente conduziu ao Grande Cisma de 1054 AD, que rompeu a comunicação entre a Igreja Ortodoxa e Católica Romana. Séculos mais tarde, os protestos contra Roma na Europa Ocidental deram origem à Reforma Protestante. Em nossos dias, as Igrejas Orientais pré-Calcedonianas, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Católica Romana e as várias Igrejas e grupos Protestantes compõem o largo espectro de Cristianismo.

Os padres ortodoxos possuem uma vida muito mais próxima à vida dos comuns. Antes da ordenação eles podem casar e, no dia a dia vão para os mercados, tabernas, vivendo socialmente.

O relacionamento da Igreja Ortodoxa ao Judaísmo

Michael Staikos

Quando, na primavera de 2001, esta palestra foi combinada, não sabíamos o que, alguns meses depois, viria à humanidade e quão necessário iria ser o diálogo religioso. Será sempre importante que consideremos a situação concreta da vida, e isso também com todos os dados sócio-culturais e políticos nos respectivos países e estados. Nesse sentido, queria falar hoje sobre o relacionamento da Igreja Ortodoxa ao Judaísmo - sob certo respeito da situação concreta na Áustria. Sabemos que na Áustria não vivem somente pertencentes às Igrejas cristãs, embora esse país seja, na sua maioria, cristão e majoritariamente católico, mas também pertencentes a outras confissões, p. ex. cristãos ortodoxos que podem ter uma história de quase 300 anos, e pertencentes a outras religiões, em que a comunidade de culto judaica e gravemente provada joga um papel grande.

Quando agora chegar ao assunto das minhas reflexões modestas e ao relacionamento da Igreja Greco-Ortodoxa, a qual, na Áustria é chamada de Greco-Oriental, e da Ortodoxia em geral ao Judaísmo, quererei falar, de um lado, sobre o papel do Judaísmo na vida litúrgica e na fé da minha Igreja e, de outro, sobre o diálogo religioso entre a Ortodoxia e o Judaísmo.

1. O culto na Igreja Ortodoxa

Unidade dos dois Testamentos

Para a Igreja Ortodoxa, a sagrada Escritura é a fonte principal da fé. Na Sagrada Escritura, Deus mesmo, pela Sua palavra, encontra a pessoa humana. Quando Deus de muitos modos falou antes da encarnação de Cristo aos pais é evidente que, com isso também se entende a continuidade do falar ou, formulado de outro modo, a continuidade da revelação de Deus. A unidade do Antigo e do Novo Testamento está sendo tomada muito séria como conseqüência lógica nos Padres de Igreja. Atanásio de Alexandria enfatiza, p. ex., com energia: Toda a nossa Escritura, … a antiga e a nova, está inspirada por Deus e útil para o ensinamento"2. São Atanásio, porém, está ainda mais concreto e determinado, quando exorta: "Se deve, porém, desaprovar aqueles que separarem a escritura antiga e nova, porque não poderão louvar a Deus na Igreja, quando não tiverem as fontes de Israel, nem o seu Senhor, porque também ousam a separar a Divindade."3 Se, então, a junção dos Testamentos Antigo e Novo é importante para a mensagem cristã, isso significará, não a unidade de dois livros, também não a unidade de duas épocas como um problema diacrônico, mas sim a continuidade e unidade também das pessoas humanas que viveram nesses tempos e dos quais a Sagrada Escritura fala, se bem que como de fases diferentes com sinais muitos e próprios da sua existência.

Havia, então também nesse tempo "pré-cristão" a possibilidade de revelação de Deus e do conhecimento de Deus, e isso não somente como coisa de teoria de conhecimento, mas sim como pressuposição da salvação, logo no sentido soteriológico.

Por essa razão, temos, na Igreja Ortodoxa, muitos dias de festa também para santos do tempo antigotestamentário sem qualquer discriminação qualitativa na hagiologia ou veneração de santos. Estão sendo até apresentados como exemplos para os cristãos.4 Na liturgia de Crisóstomo está sendo manifestado, no centro da celebração da Eucaristia, exatamente essa comunhão salvadora sem quaisquer marcos de discriminação, quando diz: "Ainda oferecemos esse serviço espiritual pelos pais da humanidade, pais, patriarcas, profetas, apóstolos, anunciantes, evangelistas, mártires, confessores, ascetas e por cada espírito reto, que cumpriu a sua vida na fé. Especialmente pela nossa muito louvada Senhora Maria, pelo santo profeta, precursor e batista João, os santos apóstolos … " Se trata, então, aqui de fato da pertença à mesma comunidade de fé numa forma contínua, se bem em fases e categorias diferentes. A universalidade da salvação está sendo, por isso, expressa, com o que a questão pela universalidade da salvação deve ser respondida positivamente.

Nesse sentido, devemos também entender a expressão no nosso credo, onde reza que cremos no Espírito Santo, "que falou pelos profetas". O profeta não só fala antecipando sobre aquilo que será realizado mais tarde, mas fala em nome de Deus sobre aquilo que acontece ou deve acontecer no seu tempo. Portanto, os profetas eram os porta-vozes de Deus, respectivamente do Espírito Santo, para a história da salvação também no seu tempo deles.

Qual importância a Sagrada Escritura, como fonte da revelação divina, ocupa na vida da Igreja Ortodoxa, descreve um bispo romeno assim: "Na Igreja Ortodoxa, um significado múltiplo compete à Bíblia: É a fonte principal da revelação e a palavra de Deus às pessoas humanas.
A Bíblia é o dom de Deus como sinal da Sua aliança, não só com cada um, mas sim com toda a Igreja.
É dom do Espírito Santo, o qual inspirou os autores, preservando-os de qualquer confusão.

O culto ortodoxo é como uma árvore grande, cheia de galhos e frutas, mas se radica na semente da Sagrada Escritura, sendo crescido sob o cuidado do Espírito Santo o qual inspirou os santos autores. Os fiéis ouvem, na igreja, também os textos do Antigo Testamento com grande piedade; muitas vezes se ajoelham ou ficam de pé em atenção devota. A leitura da Palavra de Deus pelos Profetas forma uma parte importante do culto."6

A Igreja Ortodoxa usa o Antigo Testamento na sua tradução grega do texto hebraico, como essa foi transmitida na assim chamada "Septuaginta" [Setenta], a qual, segundo a tradição, teria sido confeccionada por 70 sábios no 3º século antes de Cristo na Alexandria, e a qual estava de uso comum na Igreja antiga.

A base para as formas litúrgicas do culto ortodoxo é a oração dos salmos e a recitação de leituras dos livros do Antigo Testamento. E, quando se fala da beleza e esplendor especiais do culto ortodoxo, será isso devido também à magnificência da língua poética e inspirada por Deus do Antigo Testamento, cuja atualidade permanente sentimos continuamente.

Tradições vivas - judaicas

A fé ortodoxa é fé bíblica, pois está pensada biblicamente a partir da criação até à salvação. E essa fé bíblica se manifesta continuamente, seja no pôr os vestidos litúrgicos ou em muitas formas rituais, as quais têm uma origem judaica, p. ex. no casamento, ou num lugar ortodoxo de culto, o qual, como o Templo de Salomão, está dirigido também hoje, em regra, para o oriente, significando como símbolo da esperança e da vida. Pela sua tripartição, o espaço eclesial ortodoxo preservou marcos do Templo antigotestamentário. Também a designação grega para a casa de Deus ortodoxa (naós) significa templo. Na porta régia aberta, se depara o candelabro de sete braços no altar, o qual, como as figuras dos profetas na parede dos ícones, pertencem aos sinais e figuras simbólicos que atuam para cá do Antigo Testamento. O olhar da ortodoxia, porém, não está voltado para trás, se bem que não esqueceu, mas manteve em vida e doutrina que a Antiga Aliança é em cujo espaço e margem o mandamento e aquelas promissões começaram a soar, os quais ambos se cumpriram em Cristo.

Vou agora citar alguns versículos das orações dos ritos ortodoxos que têm idade entre 1000 e 1500 anos, para mostrar o valor de posição do Antigo Testamento na vida da Igreja Ortodoxa.

Assim se reza, p. ex., na consagração do óleo para o batismo: "Senhor, Deus dos nossos pais, que enviaste àqueles que estavam na arca de Noé uma pomba, a qual tinha um ramo de oliveira no bico como símbolo da reconciliação e salvação do dilúvio, pré-formando assim o mistério da graça; que deste o fruto da oliveira para o cumprimento dos Teus santos mistérios, que, por através disso, também aqueles que estavam sob a Lei encheste de Espírito Santo e aqueles que estão sob a graça aperfeiçoas, abençoa Tu mesmo esse óleo …!"
E a oração de despedida do batismo reza: "Senhor, nosso Deus, …abençoa essa criança! E e a Tua bênção desça na sua cabeça,e como, pelo profeta Samuel abençoaste o rei Davi, abençoa também a cabeça do Teu servo, sobrevindo sobre ele pelo Teu espírito santo, para que aumente de idade e, também na idade avançada, Te manda louvor para cima e veja a felicidade de Jerusalém todos os dias da sua vida!"7

Na imposição das mãos na ordenação de bispo, reza-se pelo candidato o seguinte: "Senhor, nosso Deus, corrobora o Teu servo, como ungiste os reis e consagraste os Sumos Sacerdotes …"8

Na solenidade do casamento rezamos o seguinte: "Senhor nosso Deus, acompanhaste o servo do patriarca Abraão à Mesopotâmia, quando foi enviado para solicitar uma noiva para o seu senhor Isaac, revelando-lhe pelo meio de tirar água a esposar Rebeca; abençoa Tu mesmo os esponsais dos Teus servos e apóia a palavra que falaram! … Tu mesmo agora, Senhor nosso Deus, que mandaste de cima a verdade à herança e a Tua promissão aos Teus servos, os nossos pais, Teus eleitos, de geração em geração, abençoa e apóia os esponsais dos Teus servos! … . Com um anel foi dado ao José o poder no Egito, com um anel Daniel foi honrado na terra da Babilônia, com um anel a verdade foi revelada em Tamar, com um anel o nosso Pai celeste Se fez gracioso ao filho perdido … Esta Tua direita protegeu Moisés no Mar Vermelho, pois pela Tua palavra de verdade os céus e a terra são fundados …" Na grande oração de bênção do matrimônio reza entre outras coisas: "Senhor nosso Deus, abençoa esses Teus servos, como abençoaste Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jakob e todos os patriarcas, José e Asenet, Moises e Séfora, Joaquim e Ana, Zacarias e Isabel … Protege-os, Senhor nosso Deus, como protegeste Noé na arca, Jonas no ventre do monstro marítimo, os três jovens do fogo, enviando-lhe orvalho do céu para baixo …" E antes de que o novo casal sair da igreja, será proferida a bênção seguinte: "Seja louvado, noivo, como Abraão e abençoado como Isaac e te aumenta como Jacó, andando na paz e observando retamente os mandamentos de Deus! E tu, noiva, seja louvada como Sara e alegre com Rebeca e te aumenta como Raquel, alegrando-te no teu homem observando os limites da lei; pois nisso Deus se alegra!"9

Tais e outros elementos do culto de aliança antigotestamentário, no qual YHVH aparece no Templo renovando, numa festa de aliança, cada vez, ficaram até hoje eficientes na história da liturgia. Numa espécie de tipologia antigotestamentária que significa, não uma realidade no sentido de representação, mas sim um presságio e anúncio do acontecimento eucarístico, com gestos, ações e citações, os quais são todos quase exclusivamente tirados do Antigo Testamento, está sendo liturgicamente indicada a história de salvação no escondido, na confiança firme de que essa será representada e revelada na liturgia divina seguinte. O culto ortodoxo, em cujo âmbito o cristão ortodoxo evolui a sua vida mental espiritual é culto de teofania no Espírito Santo.

O mesmo Espírito Santo guia judeus e cristãos

Aqui queria ainda salientar algo cuja formulação que foi incluído no credo, no qual os Padres de Igreja do Oriente decisivamente participaram, certamente não por acaso: O Espírito Santo é aquele que falou pelos profetas, pelos profetas do Antigo Testamento. É, portanto, o mesmo Espírito Santo que as duas épocas do Antigo e do Novo Testamento liga para a única grande história de salvação, que faz do Antigo e do Novo Testamento uma única Escritura Sagrada. Rezamo-lo no nosso credo cristão ecumênico único. O amor divino é mais forte que a fraqueza da pessoa humana.

Na Carta aos Hebreus diz: "Muitas vezes e de muitos modos Deus outrora falou aos pais pelos profetas" (Hb 1,1), o que pode propriamente ser entendido como lugar paralelo ao nosso credo, onde se diz outra vez do Espírito Santo: "o qual falou pelos profetas". O mesmo Espírito Santo, então, é aquele que, também neste tempo, quer guiar as pessoas do Antigo Testamento, o povo judaico, sem discriminação das pessoas. Santo Atanásio salienta a isso: "Pois o mesmo Espírito está em todos e, na medida da graça que lhe foi dada, ele serve à ela e a realiza, seja por profecia, seja por legislação ou na lembrança do que aconteceu ou pela graça dos Salmos." Muitos profetas chegam a ser mencionados para mediadores do fruto de conhecimento e da revelação do Espírito Santo.

Esses profetas são designados por Santo Atanásio como "boca" do Espírito Santo. Com textos do Antigo e do Novo Testamento alicerça a sua convicção firme da ação do Espírito Santo naquele tempo do Antigo Testamento, segundo o que os profetas, como os carismáticos de então, quiseram, com exortações, advertências e profecias fogosas, quiseram mover o seu povo ao arrependimento e mudança da mente (metánoia). Também São Basílio menciona a atuação do Espírito Santo nos profetas em vários lugares. Ele está estimado como o próprio autor da pneumatologia, isto é da doutrina do 2º Concílio Ecumênico sobre o Espírito Santo.

Mas se isso nos for cônscio, consideramos também as pessoas desses dois Testamentos, dessas duas épocas, como equivalentes, como guiados e inspirados pelo mesmo Espírito Santo, se bem que com cunho e intensidade diferentes! Também o próprio Jesus disse: "Não creiais que vim abolir a lei e os profetas. Não vim os abolir, os remover, mas sim vim os completar, os cumprir" (Mt 5,17).

                                                                                         2. Diálogo das religiões

                                                                                                                Consultações acadêmicas

Esse Espírito Santo, como creio, conduziu também à renovação teológica, especialmente a respeito do relacionamento ao Judaísmo e ao povo judaico. Esse movimento alcançou, desde 1945, um número considerável de Igrejas, entre elas também a grande família das Igrejas Ortodoxas. O patriarcado de Constantinopla, com grande sabedoria e cuidado, cooperou, desde o começo, nesse processo revolucionário do diálogo judaico ortodoxo como realidade ecumênica. Enquanto que a Igreja mãe de todas as Igrejas ortodoxas autocéfalas e da diáspora grego-ortodoxa, o Patriarcado Ecumênico, insistiu continuamente nesse processo, ela ganhou, pelo mundo inteiro, uma abertura e credibilidade ecumênicas no diálogo inter-religioso.

Assim, se deve à Igreja de Constantinopla a tentativa de estimular de novo teologicamente o diálogo judaico-cristão, que teologicamente estagnava em várias Igrejas. Isso levou, até agora, a três consultações acadêmicas: 1977 em Lucerna, 1979 em Bucareste e 1993 em Atenas, onde, como o assunto principal, foi escolhido o tratamento dialético duma questão que é de importância particular, não só para cada um dos dois lados, mas também para os relacionamentos mais profundos das duas religiões: "Continuidade e renovação". As exigências de "continuidade" como também de "renovação" apontam, comparadas, muitos elementos comuns na experiência religiosa, embora, a respeito do seu conteúdo como também a respeito da relação de Deus à pessoa humana e ao mundo, se distingam essencialmente. Critérios para a interpretação da experiência religiosa são, para o Judaísmo, a Lei (Toráh), e a vivência do Primeiro Testamento de Deus em Cristo que, na Igreja cristã, está sendo experimentada como o cumprimento da Lei e dos Profetas do Antigo Testamento. A publicação dos papéis de Atenas, o patriarca de Constantinopla a apresentou na sua visita em Jerusalém na Comunidade Teológica Ecumênica de Pesquisa no maio de 1995. Quando o Patriarca Ecumênico, depois do seu sermão notável, na qual encorajou para um aprofundamento do diálogo judaico-cristão e da Ecumena em Jerusalém, a rogo dos organizadores judaicos, pôs todos os presentes sob a sua bênção, era isso um momento que foi entendido de muitos como histórico e, de mais pessoas ainda, como momento do Espírito Santo, como pode ser experimentado na Ecumena plena.

A declaração do Bósforo

Como mais uma ação nesse espírito queria aqui mencionar a iniciativa do Patriarca Ecumênica de Constantinopla, Bartolomeu I, o qual convocou uma conferência inter-religiosa sobre paz e tolerância em Istambul no ano de 1994, na qual cristãos - ortodoxos e católicos - judeus e moslins participaram. Nessa consulta, despachou-se a "Declaração do Bósforo", a qual foi assinada pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu, pelo presidente do Conselho Papal para Paz e Justiça e Cor Unum, o cardeal Roger Etchegaray, e pelo presidente da Repartição Turca de Cultura, Nuri Yilmaz.

Logo no início dessa declaração, se afirma enfaticamente a constatação de que "um crime em nome da religião é um crime contra a religião"10 -" Nós, os assinantes, recusamos qualquer tentativa de corromper os princípios da nossa fé por interpretações falsas e por nacionalismo desenfreado. Nós nos posamos determinadamente contra aqueles que violarem a santidade da vida humana e que seguirem uma política que ludibria todos os valores morais. Recusamos a idéia que seja possível tais ações, em qualquer conflito armado, justificar em nome de Deus."11

É importante salientar aqui o "nós". "Nós, os assinantes" é que significa a convicção comum e a obrigação comum de cristãos, judeus e moslins, a qual será mais importante que a mera disposição para diálogo.

Essa declaração do Bósforo representa uma primeira pedra importante de diálogo inter-religioso, e, além disso, um modelo duma cooperação efetiva e clara para conflitos existentes e possíveis nos países nos quais essas religiões existirem.

Tomadas de posição ecumênicas: Unidade da humanidade

Com esse espírito inter-religioso e essa atitude, a Igreja Ortodoxa contribui também nos diálogos teológicos bilaterais com outras Igrejas cristãs. Em novembro de 1079, o papa João Paulo II visitou o Patriarca Ecumênico Dimítrio I em Constantinopla. O patriarca Dimítrio disse na sua alocução de saudação, entre outras coisas, verbalmente: "E àqueles dos não-cristãos, os quais se tiverem perguntado o que significa a unidade cristã para eles, poderemos responder que a unidade cristã aspirada não se dirige contra ninguém, mas sim que, antes, representa uma oferta positiva e aquela diaconia para todas as pessoas humanas, independente do sexo, independente da raça, independente da religião, independente da camada social, segundo o princípio cristão fundamental de que não há diferença entre judeus e cristãos, entre escravos e livres, entre homem e mulher (Gl 3,28)."12

A manifestação de tais concepções ortodoxas as quais, graças a Deus, hoje acontecem não só na ortodoxia, é muito clara nas atividades comuns de organizações ecumênicas, p. ex. da conferencia das Igrejas européias. Assim a primeira Reunião Ecumênica Européia em Basiléia em maio de 1989 frisa na sua mensagem com ênfase entre outras coisas: "Cada pessoa humana, independente de sexo, raça, nação e língua, carrega a imagem de Deus em si sendo, portanto, membro de direitos iguais da sociedade."13 Esse texto tem o seu fundamento num documento de todas as Igrejas ortodoxas do ano de 1986, no qual se salienta explicitamente que cada pessoa humana "independente de cor, religião, raça, nacionalidade e língua carrega em si a imagem de Deus, o nosso irmão ou a nossa irmã e membro de diretos iguais da família humana"14

A concepção fundamental sobre a necessidade do diálogo inter-religioso foi, então, também expressa, de modo impressionante, em Graz (Áustria) em junho de 1997, na Segunda Reunião Ecumênica Européia, na qual os cristãos ortodoxos de toda a Europa jogaram um papel decisivo, ao recomendar o diálogo com as religiões e culturas, a proteção da liberdade religiosa e direitos humanos e a determinação de um dia, o qual seja dedicado ao diálogo com o Judaísmo e o encontro com a fé viva judaica. Motivação: O encontro entre pessoas humanas não se dá somente no nível intelectual, ele precisa de dimensão simbólica, para ser profundo e capaz. Na mensagem final de Graz, se recomenda "A continuação de diálogos inter-religiosos sérios, cientes que, mesmo na Europa, pessoas individuais e Igrejas estão sofrendo, ainda, por causa da sua fé."15

17 de janeiro - Dia do Judaísmo: Contribuição para a dignidade humana

Também a Carta Ecumênica de 22 de abril de 2001, a qual contém guias essenciais para a cooperação crescente entre a Igrejas na Europa, constata que "uma comunhão sem par nos liga ao povo de Israel". As Igrejas se obrigam "a se opor a todas as formas de anti-semitismo e anti-judaismo em Igreja e sociedade; a intensificar o diálogo com os nossos irmãos e irmãs judaicos em todos os níveis"16.

Nesse sentido, a declaração do Conselho Ecumênico das Igrejas na Áustria ao Dia dos Cristãos de 1999 diz: "Oramos que a reconciliação também determine o relacionamento entre judeus e cristãos, e que todas as Igrejas percebam que o caminho da salvação do Primeiro Testamento continua válido, rompendo, assim, com todas as formas seculares do ódio aos judeus."

Os 14 membros do Conselho Ecumênico das Igrejas na Áustria determinaram ainda para o "Dia do Judaísmo" em 17 de janeiro outras coisas. Um encontro cristão-judaico na sinagoga de Viena já teve lugar e aos pontos culminantes da minha presidência do Conselho Ecumênico na Áustria pertence a vista oficial do rabino-chefe Eisenberg na reunião plenária dessa organização e, com isso, a ampliação sinalizada, respectivamente intensificação do diálogo cristão-judaico na Áustria.

Na atitude oficial do Patriarcado Ecumênico e da Igreja Ortodoxa a respeito do Judaísmo, a qual está sendo criticada por fanáticos - que há em todos os lados - e nessa atitude ortodoxa, a qual é também uma atitude ecumênica cristã na Europa inteira, jaz a base para todos os direitos humanos, a consideração e o respeito mútuos do humano como pessoa humana em dignidade indivisa: Direitos humanos sem dignidade humana não são possíveis. Portanto, o desprezo e desdém da pessoa humana e da sua dignidade são degraus básicos para a violação dos direitos humanos. Isso vale para pessoas humanas individuais, mas também para grupos inteiros, até para povos inteiros. Isso vale para cada minoria, seja ela, étnica, lingüista ou religiosa. "Uma minoria … deve ser respeitada na sua diferença. A liberdade da pessoa humana está ligada inseparavelmente com a liberdade da comunidade à qual pertence. Cada comunidade se precisa poder desdobrar na medida das suas propriedades características. Um tal pluralismo deveria propriamente determinar a vida de todos os países. A unidade duma nação, dum país ou dum estado deveria, portanto, incluir o direito da diversidade da sociedade humana."17

Solidariedade em tempos de perseguição

Quando se considerar o Judaísmo dessa perspectiva teológica ortodoxa, a qual é a única posição oficial e legítima da ortodoxia a respeito do Judaísmo, não se precisa enquadrar os textos eclesiais da Semana Santa, os quais usam uma linguagem muito dura e crítica contra o povo dos judeus, no sentido do anti-semitismo habitual. Nesse caso, a Igreja Ortodoxa não se dirige contra o povo de Israel, e a palavra expressa poeticamente dura não é de modo nenhum um prado de processo anti-semítico, mas sim é erupção da decepção contra pessoas concretas dum tempo concreto por não terem visto o cumprimento do tempo e por não terem reconhecido os sinais do tempo. Qualquer outra atitude ou interpretação é para ser condenada, porque não corresponde ao espírito positivo da Igreja Ortodoxa a respeito do Judaísmo, sendo o resultado triste de circunstâncias externas, quer dizer políticas, econômicas e outras.

Assim, p. ex., a Igreja Grega Ortodoxa e na diáspora ortodoxa, não denunciou os judeus durante a Segunda Guerra Mundial, mas os tentou a salvar com todos os meios. O historiador e autor Albertos Nar, cuja área de interesse, antes de tudo, jaz na história e costumes da comunidade judaica de Tessalonica, escreve a isso: "Em 15 de março de 1943, o primeiro trem foi embora em direção aos campos de extermínio de Auschwitz e Birkenau. Em apenas poucas semanas, os judeus foram levados de Tessalonica aos lugares da sua destruição. Nesse lugar deve ser salientado o altruísmo dos nossos irmãos e irmãs não-judaicos, os quais, arriscando a própria vida, deram a muitos judeus um lugar de refúgio. Antes de todos, o clero, o grupo de resistência nacional e as forças de segurança tentavam ajudar. Havia uma carta oficial do arcebispo, a qual assinaram 29 presidentes de outras organizações, entre eles os presidentes da academia, das universidades e das câmaras. O documento salientou a ligação inseparável de judeus greco-ortodoxos e judeus gregos. Em nenhum lugar na Europa ocupada houvera ação semelhante."18 Essa atitude foi várias vezes, e ultimamente no ano de 2000, reconhecida pela comunidade israelita de culto na Grécia e no Estado de Israel oficial e solenemente.

Naturalmente, estou também completamente cônscio de que não é fácil superar os muitos problemas existentes, problemas, que são ligados com o mistério e da revelação da fé e não devem ser de modo nenhum considerados como atitude anti-semita ou anticristã. Mas não devemos deixar que seja trancado o caminho uns aos outros por esses problemas. Isso, portanto, significa diálogo, no entanto, sem negação ou relativização da identidade própria.

Nenhuma alternativa ao diálogo

Tentei - pela primeira vez em Viena - expor brevemente o relacionamento da Ortodoxia ao Judaísmo a partir da perspectiva da vida litúrgica, da eclesial e da religiosa, apontando para os resultados positivos do diálogo inter-religioso. Embora se considerem muitas coisas judaicas como puramente cristãs: o fato que existe e permanece é que a fé cristã e, com isso, também a ortodoxa, tem raízes judaicas, as quais, para a ortodoxia, pela qual posso falar nesta noite, são dons de Deus, pois cada dom bom e perfeito vem de cima, do Pai da luz e da vida.

O Patriarca Ecumênico Bartolomeu, na sua mensagem à comissão do diálogo com o Judaísmo sublinhou, entre outras coisas, também os pontos seguintes: "Essa origem comum de cristãos e judeus parece hoje, mais que nunca, oferecer um chão favorável para sacudir as conseqüências da inimizade mútua, construindo um novo relacionamento uns com os outros, um relacionamento genuíno e autêntico, o qual nasça da disposição interna de entender uns aos outros e conhecer melhor … Hoje todos que crêem em Deus, muito especialmente os membros da mesma família espiritual, convidados a oferecerem juntos e em diálogo o testemunho rico das suas tradições, com a procura urgente pelo encontro das soluções mais úteis para os problemas grandes e sérios, os quais experimentamos juntos, e os quais surgiram da decadência dos valores morais e espirituais em geral e especialmente da violação da dignidade da pessoa humana, dessa imagem única e irrepetível de Deus."

Isso é também a minha convicção pessoal, a saber, que o diálogo, embora essa palavra tenha sido abusada muitas vezes, não tem alternativa. O diálogo genuíno sempre poderá ajudar, e ainda mais quando os relacionamentos dos parceiros ou dos oponentes entrarem em crises mais profundas. Portanto, não estimo, quando algumas repetidas vezes ameaçam com o rompimento dos colóquios ou do diálogo, quando a situação ou os relacionamentos chegarem a serem mais críticos. Quando o diálogo for recusado, a coexistência das pessoas humanas estará seriamente posta em perigo, pois ao lado do Holocausto horrível dos seres humanos, há também o Holocausto das idéias e do espírito, o Holocausto dos valores. Isso é a minha concepção básica como cristão e bispo ortodoxo, essa é a minha posição também como membro do Conselho Ecumênico das Igrejas na Áustria e, com isso, responsável por parte da Ortodoxia para a Ecumena e o diálogo com o Judaísmo na Áustria.

Por todas essas razões e no sentido duma existência pacífica e humanamente digna de todas as pessoas humanas, a Igreja Ortodoxa considera o diálogo com o Judaísmo como assunto grande, de sentido e necessário, na margem da sua contribuição e da sua responsabilidade para a formação e promoção da Ecumena para o bem da humanidade e da pessoa humana, a qual, como pessoa, é imagem do mesmo original.

Quero finalizar com o poema dum poeta, que não conheço, e que, por acaso, encontrei numa revista conservativa cunhada eclesialmente de literatura do ano de 1953. Está dedicado "Ao Judeu", isso é aos judeus gregos, às vítimas do Holocausto gregas das Ilhas Iônicas de Corfu, Kefallinia, Zakinthos e Ítaca:

Povo gravemente provado! Mudas são as harpas,
Que penduraste desde tempos imemoriais nos salgueiros.
Na profundeza da tua alma ouviste o Seu mandamento.
Nos gritos ouviste o Seu mandamento.
Pessoa humana como tu!
Esse Seu amor é o amor único.
O que quer dizer grego ou judeu?
Uma só é a língua de todas as pessoas humanas.
Uma é a fonte da qual bebem todos os povos
E matam a sua sede.
Um só é o sol: brilha e dá luz aos olhos,
Para que a escuridão eterna brilhe19

Literatura: Veja pelo fim do texto alemão.

Notas: Veja pelo fim do texto alemão.


Texto alemão

Tradução: Pedro von Werden SJ, Rua Padre Remeter, 108, Bairro Baú, 78008-150 Cuiabá-MT, BRASIL - pv-werden@uol.com.br

 

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