A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a própria verdade. Salmos 119:142;
A JUSTIÇA DA LEI DE DEUS
Ó glorioso S. Miguel, excelso Príncipe das celestiais milícias. Vós, a quem foi reservada a glória de ser o primeiro a pugnar pela honra do Senhor, e que, empunhando o divinal estandarte forte com o poder divino, exclamando: Quem é como Deus?, rápido como o relâmpago debelastes os anjos rebeldes e os precipitastes nos abismos, alcançai-nos uma centelha desse vosso zelo ardente, da vossa inabalável fidelidade, para que também nós saibamos, ajudados por vós, e fortes com o Nome de Deus, combater os Seus e nossos inimigos e deles alcançar gloriosa vitória.
Como um dos primeiros, senão o primeiro e mais eminente dos espíritos celestiais, os livros sagrados nos apresentam S. Miguel. O profeta Daniel dá a S. Miguel o título de Príncipe dos Anjos, e a Igreja enumera-o entre os arcanjos. Seu nome tem o significado de Quem é como Deus ? pois foi S. Miguel que se pôs à frente dos anjos fiéis contra Lúcifer, o chefe dos anjos rebeldes, em defesa da autoridade de Deus. S. Miguel, portanto, é um espírito guerreiro, arauto de Deus, e Príncipe dos exércitos celestiais.
A lei Moral de Deus contém dez mandamentos. Em Êxodo está escrito: 20:1-10 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
1 - Não terás outros deuses diante de mim.
2 - Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.
3 - Não tomará o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
4 - Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.
5 - Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. [6]Não matarás.
7 - Não adulterarás.
8 - Não furtarás.
9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
Qual é princípio básico da lei de Deus? Em Romanos 13:10 está escrito: O que ama ao seu próximo não lhe faz nenhum mal. Pois o amor é o cumprimento total da lei.
A lei de Deus resume-se em amor. Lemos em Evangelho de Mateus 22:37-40 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.
Jesus ajuda-nos a clarificar a nossa relação com a lei de Deus. Assim está escrito em Mateus 5:17-18 Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.
A lei de Deus oferece direção na vida, não justificação. Podemos ler em Gálatas 2:15-16 Nós, judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios, sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada.
É nosso dever obedecer a lei de Deus. Leiamos em Eclesiastes 12:13 Este é o fim do discurso; tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem.
Qual é a relação entre a lei e o pecado? Eis a resposta em 1 João 3:4 Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.
É necessário guardar todos os mandamentos? Sim, pois está escrito em Tiago 2:10-11 Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. Porque o mesmo que disse: Não adulterarás, também disse: Não matarás. Ora, se não cometes adultério, mas és homicida, te hás tornado transgressor da lei.
Podemos conhecer a Deus sem guardar os mandamentos? Não. Lemos em I João 2:4-6 Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está à verdade; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.
Qual é o propósito da lei? Leia em Romanos 3:20 Porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado.
Podemo-nos salvar observando a lei? Assim está em Romanos 3:27-31 Onde está logo a jactância? Foi excluída. Por que lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, se é que Deus é um só, que pela fé há de justificar a circuncisão, e também por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei.
A Lei Moral é Eterna
O Deus Eterno e presciente, infinito em sabedoria e justiça, não seria Autor de uma lei imperfeita, que estivesse sujeita a ser modificada, por qualquer razão, em qualquer tempo. A negação desta sagrada verdade, firmemente estabelecida em Sua Palavra , constitui-se num sacrilégio e quem, pervertendo os seus claros ensinamentos assim entender e ensinar, certamente não deverá ser considerado inocente diante do Eterno Legislador.
Eis as categóricas afirmações da Palavra do Senhor, a este respeito: A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma... Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e alumia os olhos . As obras de Suas mãos são verdade e juízo; fiéis todos os Seus mandamentos . Todos os Seus mandamentos são verdade... A Tua justiça é uma justiça eterna, e a Tua Lei é a verdade (Salmos 19:7-8; 111:7; 119:86 e 119:142).
Se o próprio Legislador afirma claramente que Sua Lei é perfeita e que os Seus mandamentos, todos, são retos, puros, fiéis e verdadeiros, haveria alguma possibilidade de serem mudados? É claro que não. A Lei é eterna, imutáveis todos os seus mandamentos, conforme os testemunhos de todos os profetas, salmistas, apóstolos, e do próprio Salvador.
Diz, ainda, a Palavra do Senhor: Para sempre, ó Senhor, a Tua Lei permanece no céu . Acerca dos Teus testemunhos soube, desde a Antigüidade, que Tu os fundaste para sempre . A Tua Palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos mandamentos dura para sempre (Salmos 119:86, 152 e 160).
A mais categórica e impressionante prova de que a Lei não pode ser mudada é o sacrifício da cruz. Se houvesse alguma maneira de preservar a dignidade da determinação de Deus a respeito da transgressão, em harmonia com a Sua justiça, não seria necessário o supremo sacrifício de Jesus, cujo alcance, em todas as suas conseqüências, sempre permanecerá incompreensível para mentes humanas.
O mais exaltado Ser de todo o Universo, Criador de todas as coisas e adorado pelos anjos e por todas as Suas criaturas, não deixaria o trono do Universo, substituindo o homem em sua natureza, para receber a condenação da transgressão da Lei – o pecado – na forma da mais terrível, dolorosa e humilhante das mortes.
É o próprio Senhor Jesus Quem afirma a eternidade de Sua Santa Lei. Ele diz, categoricamente: Não cuideis que vim destruir a Lei e os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido . O céu e a terra passarão, mas as Minhas palavras não hão de passar (Mateus 5:17-18 e 24:35).
Para não deixar qualquer dúvida, Ele completa: É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da Lei (Lucas 16:17). Ora, é impossível ser mais claro do que o foi Jesus, nestas afirmações. Se mesmo assim persistirem dúvidas, é bastante apropriada a afirmação que diz que o pior cego é aquele que não quer enxergar. Mas, com o intuito de esclarecer ainda mais este tão importante assunto, vamos analisar outros detalhes que estão com o mesmo relacionados.
A palavra ab-rogar, usada por Jesus, parece uma palavra de difícil compreensão, e talvez não seja entendida por boa parte das pessoas que a tenham lido. Eis o conceito que lhe dá o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa: ab-rogar: [Do lat. Abrogare] 1. Por em desuso; anular, suprimir, revogar, derrogar. 2. Jur. Fazer cessar a existência ou a obrigatoriedade de uma lei em sua totalidade. (Destaques acrescentados).
A clara afirmação de Jesus, portanto, fica ainda mais fácil de ser entendida. Ele não veio por a Lei em desuso, não veio anular ou suprimir nenhum mandamento, e nem revogar qualquer de suas determinações. Enfim, Ele não veio fazer cessar a existência ou a obrigatoriedade de Sua Lei, em sua totalidade.
Por mais esclarecida que esteja a questão da eternidade da Lei, ela não se esgota com os argumentos já citados. A contribuição dos apóstolos não pode deixar de ser mencionada, quando muitos têm crido, afirmado e ensinado que os seus escritos, de alguma forma, sancionam alguma mudança, por causa da fé, na Eterna Lei.
Paulo, a respeito de sua anulação é categórico e taxativo: Anulamos, pois, a Lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a Lei (Romanos 3:31). Portanto, fica claro que a fé em Jesus e na Sua graça não anula a Lei, mas, pelo contrário, estabelecem com maior firmeza, se possível, os seus princípios. E ele mesmo dá as razões para isso, afirmando: E assim a Lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom (Romanos 7:12).
Outro apóstolo, Tiago, chama esta mesma lei de Lei perfeita da liberdade e Lei real, através da qual todos deverão ser julgados, afirmando, ainda, a obrigatoriedade na observância de todos os seus mandamentos, sob pena de, transgredindo apenas um, ser culpado da transgressão de todos.
Eis as suas palavras, inspiradas pelo Espírito do Senhor: Aquele, porém, que atenta bem para a Lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventura do no seu feito . Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a Lei real: amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redargüidos pela Lei como transgressores. Porque qualquer que guardar toda a Lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos .
Em seguida ele identifica de maneira inquestionável a qual lei ele se refere: Porque Aquele que disse: não adulterarás, também disse: não matarás. Se tu, pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da Lei. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela Lei da liberdade (Tiago 1:25 e 2:8-12).
Existe, ainda, um outro argumento na Palavra de Deus que, por si só, seria suficiente para legitimar a afirmação da eternidade da Lei Moral do Senhor Jeová dos Exércitos e é relatado pelo apóstolo e profeta da Revelação, João, o discípulo amado.
Quando lhe foram mostrados pela Inspiração os acontecimentos futuros do juízo, teve ele uma visão do santuário de Deus, no céu. Eis as suas palavras: E abriu- se no céu o santuário de Deus, e a arca da Sua aliança foi vista no Seu santuário... (Apocalipse 11:19).
A Bíblia Sagrada afirma e reitera várias vezes, o fato de que o próprio Deus instruiu a Moisés a respeito da construção do santuário terrestre e de todos os seus objetos, os quais deveriam fielmente reproduzir os modelos mostrados, existentes no céu. Dentre todos os objetos do santuário, a arca, que ficava no lugar santíssimo, era o mais significativo e ao qual foi dado maior destaque.
A arca repetiu, construída segundo as instruções de Deus, era uma cópia perfeita e fiel da que existe no Céu, pois foi o Senhor mesmo Quem assim instruiu: Conforme tudo o que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos (ou objetos), assim mesmo o fareis. Também farão uma arca de madeira de cetim. Depois porás na arca o testemunho, que Eu te darei. E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte de Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. E aquelas tábuas era obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas (Êxodo 25:9- 10 e 16; 31:18, 32:16).
Séculos depois, a mesma Palavra confirma o que permanecia dentro dessa arca: Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel... (I Reis 8:9).
A Lei: os Que a Transgridem, e as Conseqüências
O primeiro transgressor da Lei de Deus foi Lúcifer, que era o mais honrado e poderoso de todos os anjos de Deus. Ele e os anjos que o seguiram em sua rebelião, se transformaram nos primeiros e maiores inimigos da eterna Lei. Perseverando em sua apostasia e recusando a misericórdia de Deus, Lúcifer, que fora o Portador de Luz, o outrora exaltado anjo, agora transformado em Satanás, o Adversário de Deus, foi expulso do céu, juntamente com os seus seguidores.
Está escrito: E houve batalha no Céu: Miguel (semelhante a Deus, Cristo) e os Seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o dragão; a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele (Apocalipse 12:7-9).
O resultado certo de sua transgressão, rebeldia e impenitência é a morte eterna, no lago de fogo que destruirá todo o pecado e os pecadores e purificará a terra, no futuro: O Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta... (Apocalipse 20:10).
Falando dele (o Diabo), diz o Senhor: Assim diz o Senhor Jeová: Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estava no Éden, jardim de Deus... Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas no meio das pedras afogueadas (de glória) andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei profanado fora do monte de Deus, e te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. ... Por terra te lancei diante dos reis te pus, para que olhem para ti,... Eu pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti; e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te vêem. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti, em grande espanto te tornaste, e nunca mais serás para sempre (Ezequiel 28:12-19).
Juntamente com ele, Satanás, serão destruídos todos os seus seguidores, anjos e homens, inimigos de Deus e de Sua Lei, que rejeitaram a misericórdia e a vida. O Senhor, aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão, e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia (Judas 6).
Satanás, o originador do pecado, é chamado a raiz, e todos os seus seguidores na obstinação do pecado, os ramos. Diz a Palavra de Deus, a seu respeito: Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo (Malaquias 4:1).
A Bíblia Sagrada, do início ao fim, está repleta de conselhos, advertências e finalmente de maldições, para os que, rejeitando a misericórdia, transgridem sem causa a Lei eterna. Os inimigos de Deus, impenitentes e desprezadores de Sua Lei colherão a messe de sua obstinada ingratidão, a morte eterna.
São muitos os ais para os que, alimentando a vaidade, a iniqüidade e a mentira, rejeitam a verdade e ensinam o erro: Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens cheios de força para misturar bebida forte; dos que justificam o ímpio por presentes, e ao justo negam justiça! Pelo que, como a língua de fogo consome a estopa, e a palha se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como a podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a Lei do Senhor dos Exércitos, e desprezaram a Palavra do Santo de Israel (Isaías 5:20-24).
O cumprimento destas predições também está no futuro, como atestam as palavras que lhes dão seqüência: ... E as montanhas tremeram, e os seus cadáveres eram como monturo no meio das ruas... E se alguém olhar para a terra eis que só verá trevas e ânsia, e a luz se escurecerá em suas assolações (versos 25 e 30).
Toda a terra e todos os seus moradores sofrem hoje, nos dias finais da história da humanidade, as conseqüências da transgressão. Todos podem testemunhar o cumprimento do que a Palavra Inspirada anunciou há milhares de anos: A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna (Isaías 24:4-5).
Muitos, em todas as épocas, enganam a outrem e a si próprios, rejeitando a verdade e ensinando o erro. Diz a Palavra de Deus, referindo-se a estes, que se dizem filhos de Deus: Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a Lei do Senhor. Que dizem aos videntes: não vejais; e aos profetas: não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e profetizai-nos ilusões; desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que deixe de estar o Santo de Israel perante nós (Isaías 30:9-11). Por esta razão, a sua destruição, a sua queda, virá subitamente, num momento (verso 13).
Enfim, nenhuma esperança se vislumbra na Palavra de Deus aos que, rejeitando a verdade, abraçam o erro. É com palavras de pungente mágoa que o Pai do infinito amor manifesta a Sua tristeza pelos que O rejeitam, rejeitando a Sua Lei e a salvação: O Meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também Eu te rejeitarei... Visto que te esquecestes da Lei do Teu Deus, também Eu Me esquecerei dos Teus filhos Escrevi para eles a grandeza da Minha Lei, mas isso é para eles como coisa estranha (Oséias 4:6 e 8:12). Sim, fez os seus corações duros como diamante, para que não ouvissem a Lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo Seu Espírito mediante os profetas, donde veio a grande ira do Senhor dos Exércitos (Zacarias 7:12).
Finalmente, a palavra de Deus declara positivamente que se enganam a si mesmos os que se desviam de ouvir a Lei do Senhor, sendo inútil, por isso, o buscá-Lo, como está escrito: O que desvia os seus ouvidos de ouvir a Lei, até a sua oração é abominável (Provérbios 28:13). Então a Mim clamarão, mas Eu não responderei de madrugada Me buscarão, mas não Me acharão. Porquanto aborreceram o conhecimento, e não preferiram o temor do Senhor (Provérbios 1:28-29).
Somente pelo arrependimento se alcançará misericórdia: O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia (verso 13).
A Lei: os Que a Guardam, e as Bênçãos Prometidas
Segundo a Palavra de Deus, são os Seus amigos aqueles que O amam, que guardam os mandamentos de Sua Lei: anjos e homens de todas as épocas e lugares, para os quais não existe nenhuma palavra de condenação, mas apenas promessas de bem-aventurança, de vitória e de vida eterna.
Para estes a Bíblia Sagrada está repleta de bênçãos e de aprovação: Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios; nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na Lei do Senhor, e na Sua Lei medita de dia e de noite . Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em Seus mandamentos tem grande prazer . E em os guardar há grande recompensa . Bem-aventurado o homem a quem Tu repreendes, ó Senhor, e a quem ensinas a Tua Lei . A boca do justo fala da sabedoria; a sua língua fala do que é reto. A Lei do Senhor está em seu coração; os seus passos não resvalarão . Muita paz têm os que amam a Tua Lei, e para eles não há tropeço (Salmos 1:1-2; 112:1; 19:11; 94:12; 37:30-31; 119:165). Filho Meu, não te esqueças da Minha Lei, e o teu coração guarde os Meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias, e te acrescentarão anos de vida e paz (Provérbios 3:1-2). Guarda os Meus mandamentos e vive, e a minha Lei, como a menina dos teus olhos (Provérbios 7:2).
É digno notar-se que todas as pessoas que foram honradas pelo Senhor, merecendo a menção através de Sua palavra, foram pessoas absolutamente comuns e perfeitamente normais. O que as distinguia das demais era, sem dúvida, a amizade, temor e amor ao Pai, o que as levava a ter uma vida de obediência e harmonia com os mandamentos de Sua Lei.
Tinham a mesma natureza que as demais pessoas e estavam sujeitas às mesmas tentações, problemas e perplexidades dos demais mortais. A diferença era que a sua vida de comunhão com Ele lhes comunicava a mesma força e poder para resistir ao mal que ainda hoje estão disponíveis a quem queira, pelo poder do Espírito Santo, deles se apropriar.
Segundo os ensinamentos da Palavra de Deus a graça não dá ao homem a liberdade para transgredir a Sua Lei. A liberdade, ao contrário, é uma promessa pela sua obediência. Jesus e os apóstolos referiram-se muitas vezes a esta liberdade: Disse o Salvador: Conhecereis a verdade e ela vos libertará (João 8:32).
Ao ser retrucado por Seus interlocutores, os quais com indignação alegavam a sua condição de livres, Ele identificou com clareza o tipo de jugo e de liberdade a que Se referia: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado (verso 34). E termina, com a afirmação: Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (verso 36).
A este respeito, é que Paulo escreve aos seus irmãos na mesma fé: Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Pois quê? Pecaremos (ou transgrediremos a Lei) porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis? Ou do pecado para morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração... e libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça (Romanos 6:14-18).
E ele continua esclarecendo ainda mais este tão importante assunto: Que diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum; mas eu não conheci o pecado senão pela Lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a Lei não dissesse: ‘Não cobiçarás’ (Romanos 7:7).
Nos dias de Paulo e do início do Cristianismo eram muitas as dúvidas a respeito da transição dos princípios judaicos, centralizados nas leis de cerimônias, nas festas simbólicas e na circuncisão, principalmente.
Estes princípios, que muitas vezes se podiam confundir com os da Lei Moral, estavam profundamente enraizados na cultura hebraica, acrescidos de muitas e diversas formas de tradição de homens e não de mandamentos de Deus. Portanto, ao surgirem dúvidas, os apóstolos, principalmente Paulo escrevia para as novas igrejas e para os novos conversos, orientando-os na sã doutrina do Evangelho Eterno.
A Lei Moral, segundo este Evangelho e segundo os ensinos apostólicos, é eterna. As outras ordenanças eram transitórias, tendo tido cumprimento em Cristo. Cessara a sua validade e não mais eram necessárias.
Estas são as razões que suscitaram as dúvidas com respeito a estarem, os que criam em Jesus, sob a lei ou sob a graça e sujeitos aos antigos ritos. Por isto, ele escreveu: A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas sim a observância dos mandamentos de Deus (I Coríntios 7:19).
Desta forma, ficam claramente definidos os propósitos de Paulo e dos seus ensinamentos que têm aplicação ainda nos nossos dias, por serem parte do Evangelho Eterno: Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo , temos também crido em Jesus Cristo , para sermos justificados pela fé de Cristo, e não pelas obras da Lei; porquanto pelas obras da Lei nenhuma carne será justificada (Gálatas 2:16).
Na mesma carta ele completa: Porque toda a Lei se resume numa palavra, nesta: amarás ao teu próximo como a ti mesmo . Mas se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da Lei (Gálatas 5:14 e 18). Ele não deixa dúvidas a respeito da finalidade da Lei e dos mandamentos: Ora o fim (finalidade, objetivo) do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida (I Timóteo 1:5).
E o Espírito ilumina a alma conduzindo-a a obediência à Lei de Deus: E qualquer coisa que Lhe pedirmos, dEle a receberemos; porque guardamos os Seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à Sua vista. E o Seu mandamento é este, que creiamos no nome de Seu filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o Seu mandamento. E aquele que guarda os Seus mandamentos nEle está, e Ele nele. E nisto conhecemos que Ele está em nós: pelo Espírito que nos tem dado (I S. João 3:22-24).
Fica esclarecido, portanto, de maneira que não se pode questionar, a natureza da liberdade a que Jesus e os apóstolos se referem: é a liberdade do jugo do pecado, e da sua conseqüência, que é a morte a morte eterna. A Lei condena; a graça salva. A Lei revela o pecado, a sujeira da alma. A graça lava estes pecados e purifica a alma, livrando-a da culpa e da morte eterna.
Assim, não debaixo da Lei, mas obediente aos seus reclamos e, por esta razão, debaixo da graça, a alma estará, para sempre livre da condenação da Lei. A alma assim liberta, não calará a sua voz em louvor ao Seu Salvador, e cantará: Assim observarei a Tua Lei de contínuo, para sempre e eternamente. E andarei em liberdade, porque busquei os Teus preceitos (Salmo 119:44-45).
É surpreendente e mesmo assombroso o número daqueles que hoje se arvoram em inimigos da Lei do Senhor, até mesmo dentre os professos cristãos. E muitos por ignorância, outros por indiferença, deixam passar de largo a oportunidade de honrar ao Senhor dos Exércitos pelo respeito, reverência e obediência aos Seus justos e santos mandamentos. É privilégio e dever de cada pessoa escolher a boa parte, ao lado de todas as verdades do Evangelho Eterno.
Desde o princípio, desde a Antigüidade, é desejo do Senhor é abençoar a todos os homens, o que Lhe é impossível, em harmonia com os Seus princípios e a Sua justiça, se eles se colocam numa posição de rebeldia e desobediência, em que não podem ser alcançados e abençoados.
Note-se, o terno convite do Criador, que apenas deseja o bem dos Seus filhos: Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor, e os Seus estatutos que hoje te ordeno para o teu bem? (Deuteronômio 10:12-13).
A única coisa que Ele deseja é o seu coração, pois Lhe pertencem todas as outras coisas: Eis que os céus e os céus dos céus são do Senhor teu Deus, a terra e tudo que nela há . Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas (versos 14 e 17).
Fonte: O Evangelho Eterno.
O que A Justiça da Lei de Deus diz sobre o Divórcio
As estatísticas de divórcio são assustadoras. Elas refletem falta de respeito, na sociedade moderna, pela vontade de Deus.A prevalência do divórcio entre as pessoas chamadas por Deus é ainda mais alarmante.Lembramo-nos tristemente que muitos que dizem servir a Deus não odeiam o que ele ardentemente detesta (Malaquias 2:16; Apocalipse 2:6).
Apesar dos esforços humanos para esquivar da vontade de Deus, podemos entender e seguir seu ensinamento sobre casamento, divórcio e novo casamento. Considere estes fatos fundamentais:
Deus fez o casamento para durar uma vida inteira.
A vontade básica de Deus a respeito do casamento permanece inalterada desde o Éden. Jesus baseou seu ensinamento no princípio revelado em Gênesis 2:24 (Marcos 10:6-9). Paulo usou o mesmo princípio, claramente entendido em Romanos 7:2-3. Uma vez que o casamento dura somente até a morte (Mateus 22:30), as pessoas que enviúvam ficam livres para se casarem novamente (veja 1 Coríntios 7:39; 1 Timóteo 5:14).
O divórcio sempre envolve pecado.
Em termos gerais, Deus proíbe o divórcio (1 Coríntios 7:10-11). Mesmo nos casos em que ele permite o divórcio e novo casamento (a ser examinado em breve), uma das pessoas pecou contra Deus e o companheiro. Onde o adultério não está envolvido, a decisão de divorciar é um ato de rebelião contra o Senhor. Aos olhos de Deus, não há tal coisa como divórcio "sem culpa."
Alguns torcem o comentário de Paulo em 1 Coríntios 7:11: (" Se, porém, ela vier a separar-se, que não se case, ou que se reconcilie com seu marido") para dizer que ele está sancionando o divórcio. Eles sugerem que, se o divorciado não se casar, a separação é permitida. Podemos ver claramente a falácia de tal argumento comparando a estrutura desta passagem com 1 João 2:1-2. Considere o paralelo óbvio:
1 Coríntios 7:10-11: "...não se separe...se, porém, ela vier a separar-se, que não se case... ou que se reconcilie com seu marido".
1 João 2:1-2: ".. não pequeis. Se ... alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai". Pecado é errado em 1 João 2:1-2 e a separação é errada em 1 Coríntios 7:10-11.
Entendemos claramente que Paulo não autoriza o divórcio, considerando seu ensinamento uns poucos versículos antes. Ele disse que separações curtas por consentimento mútuo para o propósito de oração podem ser permitidas (1 Coríntios 7:5-6). Ele não aprovou decisões unilaterais de separar e não autorizou separações permanentes.
Jesus condena divórcio e novo casamento.
Lucas 16:18 apresenta a regra geral: "Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério." Jesus condenou o que tem se tornado comum em nossa sociedade: a prática de deixar um cônjuge para se unir a outro.
O adultério mencionado aqui é um pecado contínuo que envolve relações sexuais entre pessoas que não têm permissão dada por Deus para coabitar. O pecado não está meramente no ato de fazer um voto de casamento, mas na conseqüente posse de um cônjuge ilícito. Não era errado somente para Herodes tomar Herodias como sua esposa; era ilícito para ele tê-la (Marcos 6:18). Para retificar esta situação perante Deus, a separação teria sido necessária. Quando o pecado é adultério, os frutos do arrependimento requerem o fim da prática (Mateus 3:8; 1 Coríntios 6:9-11). Tão certamente como ladrões, bêbedos e homossexuais têm que cessar suas práticas ímpias, os adúlteros têm que deixar suas relações ilícitas.
As mesmas regras se aplicam geralmente.
Muitas pessoas tentam alterar o significado do ensinamento bíblico limitando sua aplicação em modos em que Deus não o restringiu. Consideremos dois exemplos de tais restrições artificiais:
Excluindo mulheres. Ocasionalmente, alguém tentará excluir mulheres do ensinamento de Cristo, devido ao uso de pronomes masculinos (Lucas 16:18; Mateus 5:32; 19:9). Além do fato que expressões masculinas freqüentemente incluem mulheres, Jesus esclareceu especificamente este ponto em Marcos 10:11-12, onde ele afirma o mesmo princípio visto das perspectivas masculinas e femininas.
Excluindo não cristãos. Outros excluem não cristãos do ensinamento de Cristo, sugerindo freqüentemente que 1 Coríntos 7:10-16 significa que Jesus não se dirigiu aos não cristãos. Além de ser uma interpretação insustentável, esta posição coloca os não cristãos numa situação difícil. Se Jesus não lhes falou, eles continuam sob a mesma lei básica dada a todos os homens em Gênesis 2, onde não há menção a qualquer motivo para divórcio e novo casamento. É claro que 1 Coríntios 7:12-16 aborda um assunto não especificamente mencionado no ensino pessoal de Jesus (como um cristão abandonado por um cônjuge não cristão deverá agir). A passagem não diz que os não cristãos não estão cobertos pela vontade de Deus, nem oferece qualquer permissão para novo casamento depois de uma separação.
Outros argumentam que a aliança de Cristo não abrange os descrentes. Diversos fatos bíblicos mostram as falhas deste tipo de argumento. Primeiro, há numerosas passagens que mostram que Deus tem sempre responsabilizado todos os homens por seus princípios básicos de moralidade, incluindo a conduta sexual. No Velho Testamento, Deus freqüentemente julgou os gentios por sua conduta ímpia, incluindo seus pecados sexuais (considere Levítico 18:24-30 em seu contexto, e compare com Romanos 1:18-32). Segundo, o ensinamento de Jesus foi dirigido aos pecadores, e não somente àqueles em comunhão com ele (Marcos 2:17). Pedro e Paulo entenderam que a mensagem do evangelho se aplica universalmente (Atos 10:34-35; 17:30). Terceiro, a afirmação de Paulo que alguns dos coríntios eram adúlteros antes de se converterem (1 Coríntios 6:9-11) mostra que eles eram sujeitos às leis de casamento de Deus mesmo quando ainda não estavam em comunhão com ele. Quarto, Paulo argumenta que o pecado e a morte vêem com a lei (Romanos 7:7-11) e diz mais que os gentios estavam mortos em transgressões e pecados (Efésios 2:1). Eles não estavam sujeitos à lei dada no Sinai, mas eram governados pela lei divina que incluía proibições de adultério. Hoje, todos os homens estão sujeitos ao domínio de Cristo, quer reconheçam este fato ou não (Efésios 1:20-21).
Jesus oferece uma exceção.
Dois textos em Mateus complementam as afirmações registradas em outros lugares. Mateus 5:32 diz: "Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério." A regra básica é a mesma encontrada em Lucas 16:18 e Marcos 10:11-12. O divórcio geralmente resulta em outros pecados. Novo casamento é condenado. Se, contudo, o divórcio for por causa de imoralidade sexual, aquele que repudia a ofensora não faz com que ela se torne adúltera. Mateus 19:9 inclui um elemento adicional: "Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério]." Novamente, divórcio leva a pecado adicional e o novo casamento é condenado. Como em todos os outros textos relevantes, à pessoa que é repudiada (independente do motivo) não é dada permissão para casar novamente. Mas se um homem se divorcia de sua esposa por causa de infidelidade sexual dela, ele não comete adultério se tornar a casar-se. Gramaticalmente, a exceção nega a conseqüência normal. A mesma palavra grega é usada em João 19:11, onde Jesus disse a Pilatos: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada". Uma vez que lhe tinha sido dada de cima, Pilatos teve autoridade para sentenciar Jesus à morte. Semelhantemente, a conseqüência em Mateus 19:9 é alterada em casos de traição: quem quer que se divorcie de sua esposa por causa da imoralidade sexual dela e se casa com outra não comete adultério.
Uma palavra de precaução: em nossas discussões de direito a divórcio e novo casamento, precisamos ser cuidadosos para não esquecermos o ensinamento do mesmo Senhor sobre os assuntos do amor e do perdão. Mesmo quando ele permite o divórcio, essa nem sempre é a melhor opção.
Jesus definiu a ordem dos eventos.
Quando ensinamos sobre salvação, ressaltamos corretamente a seqüência dos eventos e os motivos de certos atos. Por exemplo, entendemos que a crença e o arrependimento precedem o batismo, e que o batismo é para o propósito de receber a remissão dos pecados (Marcos 16:16; Atos 2:38). Uma pessoa que não segue esta seqüência, ou que é batizada por algum outro propósito, não faz o que Deus exige. Semelhantemente, Jesus falou da imoralidade sexual como razão para divórcio. Um homem que abandona sua esposa por outros motivos, e espera até que ela subseqüentemente tenha relações com outro homem para justificar sua ação, não está respeitando a seqüência e a razão definidas pelo Senhor. Se não podemos aceitar que o arrependimento e o batismo venham depois da salvação, não podemos aceitar adultério depois do divórcio para justificar novo casamento.
A justiça humana não é o padrão.A Divina, Sim.
O casamento foi destinado por Deus e tem sido sempre governado por ele. Nossas opiniões pessoais são irrelevantes para discussões sobre o que é certo e o que é errado. Eu posso não gostar do fato que uma pessoa inocente possa ser repudiada sem nenhuma razão e não possa casar novamente, mas isso somente sugere meu entendimento inadequado da vontade de Deus (Isaías 55:8-9). Ele sempre tem razão e sempre busca nossos melhores interesses. Governos podem fazer leis justificando divórcios pecaminosos e permitindo casamentos pecaminosos, mas isso só prova que os governos humanos são capazes de desrespeitar a vontade de Deus. Aqueles que se defendem na base de lei humana precisam inevitavelmente aceitar uniões homossexuais e outras abominações, porque legisladores de "mente aberta" chamam o mal de bem, e o bem de mal (Isaías 5:20). Não esqueçamos que nós que somos santificados pela verdade estaremos sempre em descompasso com os padrões da sociedade descrente que nos rodeia (João 17:14-19; Romanos 12:1-2).
Conclusão Podemos considerar as leis de Deus sobre o casamento, rígidas e inflexíveis. Para muitas pessoas, elas apresentam um teste de submissão mais difícil do que a ordem de Jesus a um jovem rico para vender tudo o que ele tinha e dar aos pobres. Seja qual for o sofrimento que sua vontade possa exigir, podemos suportá-lo por nossa confiança na eterna bem-aventurança. (Hebreus 12:1-2). Jamais tiremos nossos olhos da meta.
Por Dennis Allan
Casamento, Divórcio e Novo Casamento:
O Que as Escrituras Ensinam.
É claro, o assunto do divórcio e do novo casamento é controverso. Com a verdade sendo encoberta pelos argumentos, réplicas e incerteza, muitos se desesperam de serem capazes de determinar com precisão a vontade de Deus neste caso. Nestes tempos emocionais e cheios de dissensões, é indispensável que nos lembremos dos princípios básicos e simples que governam nosso relacionamento com Deus. Nossas conclusões dependerão muito do estado do espírito com o qual abordamos este estudo. Por favor, seja paciente enquanto consideramos estes princípios decisivos e fundamentais.
Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: "Bem-aventurada àquela que te concebeu e os seios que te amamentaram!" Ele, porém, respondeu: "Antes bem- aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!" (Lucas 11:27-28)
Nossas primeiras responsabilidades diante de Deus são ouvir sua Palavra e cumpri-la. Estas exigências, ainda que sejam simples de afirmar, não são simples de obedecer.
Ouvir a Palavra
Ouvir a palavra corretamente não é um passo fácil que se pode dispensar quando se cresce em Cristo. Todos precisamos ter cuidado em como ouvimos.
Ora, estes de Beréia eram mais nobres do que os de Tessalônica; pois receberam a Palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim. Com isso muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição, e não poucos homens. (Atos 17:11-12)
Deus chama de nobres estes cristãos de Beréia porque eles ouviram a Palavra corretamente: primeiro, eles a receberam avidamente; em segundo lugar, eles a confirmaram nas Escrituras; em terceiro, creram nela quando a acharam verdadeira. Este é um excelente exemplo para nós.
Eles receberam Os de Beréia receberam a Palavra avidamente, com a mente aberta e receptiva. Outros fecharam suas mentes e tamparam os ouvidos (Atos 7:57; Mateus 13:14-15). Uma vez que para aprender a verdade é necessário ter a mente aberta, evitemos as qualidades que fecham as mentes:
Preconceito Se já formamos idéia antes de um estudo cuidadoso da evidência, nunca aprenderemos a verdade. Os judeus negaram a Jesus em face da evidência irrefutável, porque eles já haviam decidido que seu Messias não iria ser crucificado (veja 1 Coríntios 1:23); portanto, a evidência não tinha importância. Precisamos querer re-examinar as velhas conclusões e as tradições que nos agradam, a respeito do divórcio e novo casamento, à luz das Escrituras. Muitos de nós, às vezes, abandonamos velhas crenças, em outras áreas. Temos que desejar fazer o mesmo aqui também.
Preferência O que queremos que a verdade seja muitas vezes nos impede de abrir a mente para aprendê-la. É tão difícil estudar abertamente quando aqueles que amamos são diretamente afetados pelas nossas conclusões. Mas se não amamos a verdade de todo o coração, Deus mesmo pode atuar para nos convencer de uma mentira (2 Tessalonicences 2:9-12). Se eu tiver um sentimento forte e uma preferência pessoal por uma conclusão em particular, vou precisar de um esforço disciplinado para que receba a Palavra abertamente.
Presunção A presunção prejudica uma mente aberta. Se temos que admitir que temos estado errados, a presunção pode nos impedir a um estudo sério. O orgulho de nosso próprio raciocínio e nossas crenças nos impede de humilharmo-nos diante das afirmações daquele cujos caminhos e pensamentos são infinitamente mais altos do que os nossos. Confiança em idéias espertas, que fogem do significado claro das passagens da Bíblia, impede que muitos recebam a Palavra de Deus. Possa Deus humilhar nossos corações enquanto procuramos a verdade neste assunto tão difícil.
Preocupação A verdade freqüentemente requer muito esforço para se aprender. Enquanto uma relação desnorteante de pontos de vista variados compete pela nossa atenção, podemos não querer gastar o tempo e o esforço necessários para procurar a vontade de Deus. Para amar a verdade, temos que procurá-la de todo o coração.
Protesto As pessoas, freqüentemente, dizem que por haver tanta divergência entre os irmãos cultos, a respeito do divórcio e novo casamento, é impossível estar-se realmente certo da vontade de Deus. Considere Paulo em Beréia. Ele resistiu praticamente sozinho, enquanto os estudiosos daquele tempo o contradiziam. O grau da controvérsia não tem influência na decisão se a verdade é ou não encontrável. Se Deus tem falado, podemos conhecer a verdade.
Eles examinaram as Escrituras
Os de Beréia não somente tinham um coração receptivo, eles também examinaram as escrituras para verificar a exatidão do que Paulo disse. Há quatro coisas importantes que eles fizeram:
Examinaram Esses homens investigavam por sua conta. Eles não estavam querendo aceitar a palavra de um outro; eles examinaram para ver se era de fato assim. Muitos prefeririam só seguir o que seu pregador favorito ou os anciãos da igreja ensinam. Mas temos que estar querendo examinar as Escrituras nós mesmos para verificar a verdade.
As Escrituras Esses homens reconheciam a fonte da verdade. A única maneira pela qual conhecemos a vontade de Deus é pelas Escrituras. Nossos sentimentos, idéias, intuições e impressões não são o padrão. Tenho que ter muita fé para aceitar o que as Escrituras ensinam sobre o divórcio e novo casamento mesmo que não me pareça razoável, como o mandamento para sacrificar Isaque deve ter parecido a Abraão. Muito simplesmente, o que as Escrituras dizem é justo.
Diariamente Os cristãos de Beréia queriam realmente saber a verdade. Interesse e estudo sério são exigências absolutas se vamos determinar a verdade no meio de vozes conflitantes. Assuntos difíceis testam nossa vontade de buscar a verdade.
Se era de fato assim Esses de Beréia acreditavam que se poderia saber se, de fato, era assim, pelo estudo das Escrituras. Temos que ser homens de convicção suficiente para defender o que as Escrituras ensinam. Se cada pregador, cada igreja e cada estudante de grego neste mundo acreditassem no erro, poder-se-ia, ainda, conhecer a verdade com certeza, seguindo as Escrituras. Quanto mais estudo das Escrituras e menos pesquisa de opiniões fizermos, mais convicção da verdade desenvolveremos.
Eles acreditaramComo resultado de sua busca os de Beréia acreditaram no que haviam ouvido Paulo pregar. O que as Escrituras ensinam é justo; podemos ter toda a confiança e acreditar e seguir a Palavra de Deus. É nossa esperança que você leia estas páginas abertamente, compare-as com as Escrituras aplicadamente e acredite firmemente no que elas ensinam.
Obedecer à PalavraDeus exige energicamente obediência a sua vontade. Obedecê-lo rigorosa e cuidadosamente não é demais. Uma profunda e minuciosa preocupação em fazer exatamente a vontade de Deus é, antes, uma expressão de nossa fé em Deus e do nosso amor por ele. A fé em Deus nos faz desejar confiar implicitamente em cada palavra dele. O amor por Deus nos faz desesperadamente agradá-lo.
Alguns agem como o moço rico de Marcos 10. Ele ouviu a palavra avidamente. Ele creu no que Jesus disse. Ele queria obedecer. Mas retirou-se entristecido, porque não queria pagar o preço. Que tragédia! Deus nunca disse que seria fácil fazer sua vontade. Alguns admitem que se uma conclusão a respeito das Escrituras dificulta a obediência para algumas pessoas, então essa conclusão é incorreta. Realmente, Jesus sempre encorajou o exame do custo (Lucas 14:25-33) e alertou sobre as exigentes solicitações feitas aos discípulos. Para seguir a Jesus eu tenho que estar disposto a abandonar tudo: propriedades, família e até meus próprios desejos. Teria você sacrificado Isaque, se você tivesse sido Abraão? Teria você vendido tudo se fosse o moço rico? Teria você se divorciado de sua esposa, se você tivesse sido um dos judeus dos dias de Esdras? (Esdras 9-10). Ou teria sido certo que Deus não poderia exigir algo tão custoso e extremo? Pois, que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? ou que dará o homem em troca de sua alma? (Mateus 16:26).
O Ensinamento Bíblico a respeito do casamento, divórcio e novo casamento pode ser resumido em cinco afirmações.
O Casamento é Permanente:
Quanto Tempo Deveria Durar Um Casamento? "Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive" (Romanos 7:2). "A mulher está ligada enquanto vive o marido" (1 Coríntios 7:39). A intenção de Deus é que um esposo e uma esposa permaneçam casados até que a morte os separe. Deus une esposo e esposa num só ser, e esta união é para ser permanente. Deus, certamente, não liga pessoas em casamentos que ele chama de adultério, e estes casamentos não são levados em consideração em nossos comentários.
O Divórcio é Pecaminoso:
Posso Divorciar-me? Há razões básicas porque o divórcio é pecaminoso: Primeiro, Deus disse: Portanto, o que Deus ajuntou, não o separe o homem. (Marcos 10:9). Segundo, é pecaminoso por causa do que o homem faz à sua companheira, quando ele se divorcia dela. Jesus disse que ele a expõe cometer adultério (Mateus 5:32). Fazer com que outro tropece e se perca é um pecado tremendamente horrível (Mateus 18:6). Terceiro, o divórcio é pecaminoso, porque eu prometi ficar com minha esposa até que a morte nos separe. Deus detesta a mentira e a quebra da promessa (Apocalipse 21:8; Romanos 1:31).
Casamento de Divorciado é Adultério:
Posso Casar-me Novamente? A pessoa divorciada não tem a opção de se casar novamente. Em 1 Coríntios 7:10-11, Paulo deu duas escolhas àqueles que haviam se divorciado: permanecer descasado ou então se reconciliar com o seu par. Novo casamento de divorciados é adultério. É adultério para aquele que se divorcia de seu par (Marcos 10:11-12), para aquele que está divorciado (Mateus 5:32) e para aqueles que se casam com pessoas divorciadas (Lucas 16:18). De acordo com Romanos 7:2-3 o adultério continua enquanto se está casado com um segundo par e o primeiro ainda vive.
O Arrependimento Significa Separação:
E Se Eu Estou Novamente Casado? Desde que nenhum adúltero pode ir para o céu (1 Coríntios 6:9-11) e desde que Deus julgará os adúlteros (Hebreus 13:4), aqueles divorciados que estão cometendo adultério por haverem se casado novamente necessitam urgentemente de serem perdoados. Mas o que têm eles que fazer para receber perdão? Têm que se arrepender (Atos 2:38). O arrependimento envolve o abandono das práticas pecaminosas; neste caso, a desistência do adultério. Os Coríntios foram limpos depois que eles deixaram suas práticas pecaminosas ("Tais fostes alguns de vós" 1 Coríntios 6:9-11). O Evangelho sempre exige a separação do pecado. O beberrão deve separar-se de sua garrafa, o idólatra de seus ídolos, o homossexual de seu amante, o adúltero de seu par ilegal.
Exceto Por Traição:
Há Exceções? Toda a pessoa divorciada de um companheiro vivo comete adultério quando se casa novamente, exceto aquele que se divorciou de seu par por traição conjugal (Mateus 19:9). Nenhuma exceção é dada àquelas pessoas cujos divórcios não envolveram traição. Nenhuma exceção é dada àqueles que receberam o divórcio. A exceção é dada somente àqueles que se divorciaram por motivo de traição do outro cônjuge.
Há muita confusão no mundo sobre a necessidade do batismo. Mas não é porque Jesus não pode ser entendido (veja Marcos 16:16). É por causa das teorias dos homens e dos esforços para evitar o que Jesus disse. Há muita confusão no mundo sobre as conseqüências do divórcio e novo casamento. Mas não é porque Jesus não pode ser entendido. É por causa das teorias dos homens e dos esforços para evitar o que Jesus disse. Por que homens no mundo das denominações não reconsideram suas posições quanto ao batismo quando são forçados a contradizer o simples significado de passagens tão claras? Por que você não reconsidera suas crenças a respeito do divórcio e novo casamento, se elas contradizem o significado de tais passagens como Mateus 5:32, 19:9; Marcos 10:11-12; Lucas 16:18; Romanos 7:2-3; 1 Coríntios 7:10-11? Tem sido sempre o homem simples, com fé e devoção que tem entendido a vontade de Deus. Possa Deus abençoar-nos para ouvirmos sua Palavra e obedecê-la.
Muitas religiões guardam nove dos mandamentos, outras guardam oito e outras guardam todos. Muitos dizem somos salvos pela graça e não por guardar a lei de Deus. Mas se somos salvos pela graça, que é Jesus, para que a lei? Se for assim, podemos matar, roubar, adulterar etc...
Perguntei a um cristão, então eu posso roubar você que Deus não vai me condenar; a resposta veio de imediato, roubar é pecado e Deus não se agrada disso.
Disse-lhe: Não furtarás, não é um dos mandamentos?
Perguntei a outro: Então posso sair com a sua mulher que Deus não vai me condenar por isso; ele sorriu para mim e me disse; eu te mato. Engraçado, ai teve dois dos mandamentos, não adulterar e não matar.
Devemos observar que a graça depende também de todos os mandamentos. De que adianta crê somente em Cristo e não observar a lei de Deus. Um amigo meu me perguntou: Mas Paulo em Atos 16. 31, falou ao carcereiro: Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e a tua casa. Disse a ele, crê até os demônios crêem e estremecem Tiago 2. 19, mas não seguem a palavra de Deus. Dei um outro exemplo ao meu amigo: Paulo em II Timóteo 4. 3, fez uma advertência, que chegaria um tempo que muitos não suportariam a verdadeira palavra de Cristo, amontoando para si mesmo mestres segundo os seus próprios desejos, e desviariam os ouvidos da verdade, voltando-se as fábulas. Meu amigo me disse, você tem razão, vou procurar observar mais a lei de Deus. Disse a ele, a lei não é minha, mas de Deus para os homens, e acho que devemos guardar todos os mandamentos, e não apenas alguns, como muitos o fazem, e acham que estão com a salvação garantida, porque ouviu o padre ou pastor pregar que somos salvos somente pela graça. DEZ MANDAMENTOS E A GRAÇA JESUS CRISTO Em apocalipse 12. 17, o apóstolo João destacou os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus. Veja: "E o dragão (Satanás) irou-se contra a mulher (Igreja), e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.", esta mulher descrita neste versículo, é a verdadeira igreja de Jesus Cristo no final dos tempos. Veja que existe a lei de Deus e o testemunho de Jesus separadamente. Vejamos agora, como funciona a regra de Deus: Mandamentos + Graça (Jesus) = Salvação. Interessante é que, o próprio Jesus Cristo quem anunciou estas palavras a João em apocalipse 12. 17, e João às escreveu e enviou às igrejas.
Veja também apocalipse 14. 12
O termo Graça na bíblia significa receber algo sem termos o merecimento, mas atrás desta Graça existe uma regra a ser cumprida.
LEIA ALGUMAS PASSAGENS BÍBLICAS QUE FALA SOBRE A LEI DE DEUS.
JESUS CRISTO VEIO FAZER CUMPRIR A LEI - MATEUS 5. 17 20
Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar serão chamados grandes no reino dos céus. Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
JESUS CRISTO VEIO FAZER CUMPRIR A LEI - LUCAS 16. 17
E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei.
PAULO DE TARSO - A LEI E A FÉ - ROMANOS 3. 31
Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.
PAULO DE TARSO - A LEI É SANTA - ROMANOS 7. 12
E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.
PAULO DE TARSO - A LEI E O AMOR - ROMANOS 13. 8 9
Porque quem ama ao seu próximo cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
PAULO DE TARSO - A LEI E A GRAÇA - ROMANOS 6. 14 15
Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Então? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum.
MATEUS APÓSTOLO DE JESUS - A LEI E O REINO DE DEUS - MATEUS 19. 17
Se queres, porém, entrar na vida eterna, guarda os mandamentos de Deus.
MATEUS APÓSTOLO DE JESUS - A LEI E A TRADIÇÃO DOS HOMENS - MATEUS 15. 6 9
E assim por causa das vossas tradições, invalidaste o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.
MARCOS APÓSTOLO DE JESUS - MARCOS 7. 9
E Jesus dizia-lhes: Bem invalidais o Mandamento de Deuspara guardardes a vossa tradição.
MARCOS APÓSTOLO DE JESUS - MARCOS 12. 29
E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. (veja o primeiro mandamento, "Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim." Êxodo 20. 1 a 3).
TIAGO APÓSTOLO DE JESUS - TIAGO 2. 8
Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis.
TIAGO APÓSTOLO DE JESUS - TIAGO 2. 10
Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois não cometeres adultério, mas matares estarás feito transgressor da lei.
O que Tiago quis dizer? (Na matemática dos homens: 10 - 1 = 9, na matemática de Deus: 10 - 1 = 0)
TIAGO APÓSTOLO DE JESUS - TIAGO 4. 11
Irmãos não falem mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
LUCAS DISCÍPULO DE JESUS - LUCAS 18. 18 24
E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. E disse ele: Todas essas coisas tenho observado desde a minha mocidade. E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Fazerdes bem, mas ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me. Mas, ouvindo ele isto, ficou muito triste, porque era muito rico. E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! (A idolatria é o segundo dos mandamentos de Deus, e não é somente adorar imagens, existe a idolatria ao dinheiro, como Jesus mencionou acima)
LUCAS DISCÍPULO DE JESUS - LUCAS 23. 53 56
E, havendo tirado o corpo de Jesus, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. E era o dia da preparação, e aproximava-se o sábado. E as mulheres, que tinham vindo com ele da Galiléia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.
JOÃO APÓSTOLO DE JESUS - JOÃO 7. 19
Não vos deu Moisés a lei de Deus? E nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?
JOÃO APÓSTOLO DE JESUS - JOÃO 14. 21
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama. Se alguém me ama, guardará os meus mandamentos, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.
JOÃO APÓSTOLO DE JESUS - I JOÃO 2. 4 7
Aquele que diz: Eu conheço-o (Jesus), e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.....Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes.
JOÃO APÓSTOLO DE JESUS - I JOÃO 3. 4
Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.
JOÃO APÓSTOLO DE JESUS - I JOÃO 3. 23
E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento de Deus.
JOÃO APÓSTOLO DE JESUS - I JOÃO 5. 3
Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.
JOÃO APÓSTOLO DE JESUS - II JOÃO 1. 6
E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, que andeis nele.
APOCALIPSE DE JOÃO - JOÃO 12. 17
E o dragão (satanás) irou-se contra a mulher (Igreja), e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.
APOCALIPSE DE JOÃO - JOÃO 14. 12
Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
APOCALIPSE DE JOÃO - JOÃO 22. 14
Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
ESTÁ PROVADO! PROVADO! PROVADO!
O CRISTÃO NÃO HERDARÁ O REINO DE CRISTO E/OU DE DEUS, SE DESOBEDECENDO: NÃO GUARDAR TODOS OS MANDAMENTOS DE DEUS.
Quem está debaixo da Graça NÃO PODE VIOLAR A LEI, pois está debaixo da Lei, por que:
SANTOS, SÃO OS QUE GUARDAM OS MANDAMENTOS DE DEUS, A FÉ E O TESTEMUNHO DE JESUS, O CRISTO DE DEUS
(Apocalipse 12:17 e 14:12.)
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